A União Europeia deve oficialmente aprovar a compra da EA pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita até o final de julho, segundo relatos recentes. A decisão, prevista para 22 de julho, encerra quase um ano de negociações e barreiras políticas que envolveram a aquisição da gigante dos videogames.
Contexto e detalhes da compra da EA

A EA é uma das maiores empresas do setor de jogos eletrônicos, responsável por franquias como The Sims, Apex Legends e vários títulos da EA Sports, que cobrem ligas como NFL e NHL. Em setembro de 2025, a empresa confirmou estar em processo de venda para um consórcio composto por Silver Lake, Affinity Partners e o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF). Apesar da aquisição, Andrew Wilson continuará como CEO, e a sede da EA seguirá localizada na Califórnia.
A aprovação do negócio pela União Europeia representa uma etapa decisiva após forte resistência, incluindo críticas da oposição política nos Estados Unidos, como o Partido Democrata, que pressionou a Federal Trade Commission (FTC) para analisar o acordo com rigor. Segundo o cronograma, a autorização deve ser formalizada em 22 de julho, com conclusão da transação marcada para 30 de julho.
Impactos e reações no mercado de games
Esta aquisição será a segunda maior da história dos videogames, ficando atrás apenas da compra da Activision Blizzard pela Microsoft. Nos últimos anos, grandes estúdios têm protagonizado movimentos similares. A Sony, por exemplo, adquiriu a Bungie em 2022, e a Take-Two expressou interesse em expandir seu portfólio de estúdios, especialmente em vista do lançamento de Grand Theft Auto 6.
Apesar da projeção de manutenção do controle criativo da EA sobre seus jogos e subsidiárias, a compra gerou controvérsia na comunidade gamer, inclusive com protestos. Em maio, foi registrada uma invasão na sede da EA por manifestantes contrários à aquisição, que tentaram entregar uma petição para impedir o negócio.
Fonte: Gamespot

