A Battlestate Games revelou em novo post no blog oficial que apenas 54% dos 25.000 jogadores banidos de Escape from Tarkov no primeiro trimestre de 2026 foram punidos por uso de cheats. Os outros 46% foram banidos por outros tipos de violação das regras do jogo.
É a primeira vez que o estúdio detalha publicamente os motivos por trás das banimentos em massa. Entre as razões além dos cheats estão a compra e venda de moeda in-game por dinheiro real, uso de bots de nivelamento automatizado, scripts de conta e outros softwares proibidos. A Battlestate também aproveitou o post para esclarecer alguns pontos sobre o ecossistema do jogo: ondas de banimento acontecem diariamente, o número de contas comprometidas cresceu desde o lançamento em novembro, e banimentos falsos ainda são possíveis, mas o sistema de detecção foi aprimorado ao longo do último ano.

A Battlestate confirmou que está trabalhando na implementação de TPM 2.0 e Secure Boot para garantir que cheats não passem despercebidos pelo sistema. O estúdio também estuda a adição de VBS, IOMMU ou HVCI, tecnologias de segurança que protegem o kernel do Windows contra exploração e manipulação indevida. Novos mecanismos de detecção e um sistema automatizado mais proativo para identificar trapaceiros também estão em desenvolvimento.
Outro ponto abordado é a compensação oferecida aos jogadores que morrem para cheaters. A Battlestate afirmou que vai aumentar gradualmente o valor da compensação, mas com cuidado para não incentivar denúncias em excesso ou o abuso do sistema de reportes. O estúdio também esclareceu que não está processando ativamente os desenvolvedores de cheats porque o processo legal seria demorado e não justificaria o esforço.
A transparência da Battlestate sobre os números de banimento é bem-vinda, mas o fato de que quase metade das punições não envolve cheats indica que Escape from Tarkov enfrenta um problema mais amplo de integridade competitiva do que simplesmente eliminar trapaceiros tradicionais.


