O analista Michael Pachter previu que o PlayStation 6 terá preço de lançamento de US$ 1.000 e que a escalada de custos impulsionada pela demanda de componentes para inteligência artificial pode marcar um ponto de virada para o modelo tradicional de consoles.
Em episódio recente do seu podcast Pachter Factor, o analista foi direto: “US$ 1.000 para o PS6. É por isso que vamos comprar menos deles. Absolutamente vai acontecer. Então preços mais altos vão destruir o mercado.” Pachter atribuiu a alta aos custos de componentes pressionados pela demanda de IA e disse acreditar que os reajustes continuarão enquanto essa demanda persistir. A Sony já aumentou o preço do PS5 globalmente a partir de abril de 2025, com o PS5 Pro saltando de US$ 749 para US$ 899.
O streaming como alternativa ao hardware caro

Tanto Pachter quanto o analista Mat Piscatella, diretor executivo de Games na Circana, apontam o streaming como um possível caminho caso os consoles se tornem produtos de luxo. Piscatella afirmou que o cloud gaming ainda não decolou nos Estados Unidos da mesma forma que em outras regiões, citando infraestrutura de internet inadequada e questões de latência como obstáculos. Ainda assim, ele observou que os data centers de IA que pressionam os preços de RAM poderiam eventualmente ser redirecionados para suportar o cloud gaming.

O comportamento atual dos consumidores, no entanto, ainda não reflete uma queda na demanda. Posts em fóruns como o Reddit mostram jogadores comprando PS5 Pro e PS5 às pressas por medo de novos reajustes, um senso de urgência que pode estar sendo alimentado pela própria comunicação das fabricantes.
Se os consoles continuarem caminhando para uma faixa de preço de luxo, a base de usuários tende a se estreitar. O modelo que funcionou por décadas, com hardware acessível como porta de entrada para o gaming, pode não sobreviver intacto a essa combinação de escassez de componentes, tarifas e inflação. O PS6 a US$ 1.000 ainda é uma previsão, mas dado o histórico recente de reajustes, é difícil descartá-la.


