O Xbox pode precisar se tornar uma empresa independente para recuperar força no mercado de games, segundo análise recente que avalia o futuro da divisão após mudanças na liderança.
Após a saída de Phil Spencer e Sarah Bond, a Microsoft nomeou Asha Sharma como nova CEO da divisão de jogos. A mudança gerou debates na indústria, especialmente porque Bond era vista como sucessora natural de Spencer. Relatório do The Verge apontou que Bond esteve à frente da campanha “This Is an Xbox”, que recebeu críticas de parte do público.
Separar o Xbox pode dar mais autonomia estratégica

Segundo Rhys Elliott, chefe de análise da Alinea Analytics, o modelo atual pode limitar o potencial da marca dentro de uma gigante focada principalmente em tecnologia corporativa e inteligência artificial. Para ele, o setor de jogos funciona com ciclos longos de desenvolvimento e depende de grandes sucessos comerciais, dinâmica diferente das metas de retorno rápido exigidas por áreas como Azure e Windows.
O analista afirma que o Xbox possui estrutura suficiente para operar sozinho, citando ativos como Activision Blizzard e Bethesda, além de franquias consolidadas no mercado. Em um cenário independente, a divisão poderia focar exclusivamente em estratégias voltadas para jogos, sem competir internamente por orçamento e prioridade corporativa.
A análise também menciona desafios recentes envolvendo o Xbox Game Pass e o posicionamento da marca. Embora não exista qualquer sinal oficial de que a Microsoft planeje um spin-off, a possibilidade levanta questionamentos sobre qual modelo garantiria maior competitividade ao Xbox nos próximos anos.

