A disputa entre AMD e Intel no mercado de processadores x86 continua intensa e, mesmo com avanços significativos da AMD em 2025, a liderança segue nas mãos da Intel. Relatórios recentes de duas importantes empresas de pesquisa revelam que o crescimento da AMD foi expressivo no setor de desktops, embora os números ainda coloquem a rival à frente em todas as categorias.
Queda da Intel favorece avanço da AMD
De acordo com a Mercury Research, a AMD alcançou uma participação de 29,2% no mercado geral de CPUs x86 no último trimestre de 2025, desconsiderando chips embarcados e de IoT. Esse número representa um aumento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2024. O destaque foi o mercado de CPUs para desktop, onde a AMD cresceu 9,5% e atingiu pouco mais de 36% do mercado. Já nos setores de notebooks e servidores, os crescimentos foram mais modestos, com 2,2% e 3,1%, respectivamente.
O desempenho da linha de servidores também foi relevante. A quinta geração dos processadores Epyc Turin da AMD já responde por mais da metade das receitas no segmento, indicando um bom momento para a arquitetura Zen 5 em ambientes corporativos.
Enquanto isso, a Intel sofreu queda em seus números. A própria Mercury Research aponta que a empresa realocou parte de sua produção para atender à demanda de servidores, o que reduziu sua capacidade de abastecer o mercado de PCs. Essa decisão afetou principalmente as vendas de CPUs móveis, que ficaram bem abaixo do esperado para o último trimestre do ano.
Mercado desacelera, mas servidores se destacam
Apesar da queda sequencial nas remessas de CPUs x86 observada pela Mercury Research, a Jon Peddie Research mostra um panorama um pouco diferente. Segundo seus dados, o mercado global de CPUs para clientes cresceu por quatro trimestres consecutivos, com um avanço modesto de 2,7% no último trimestre de 2025.
A Jon Peddie Research também destaca o bom desempenho dos servidores, com um aumento de 6,5% nas vendas em relação ao trimestre anterior e 13,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento nesse setor tem sido impulsionado pela demanda de empresas de tecnologia por CPUs robustas como os Epyc da AMD e os Xeon da Intel.
No entanto, as perspectivas para o primeiro trimestre de 2026 são cautelosas. As duas consultorias alertam para os impactos de limitações na oferta de memória DRAM e custos de produção elevados, o que deve reduzir o volume de remessas. As expectativas são de que os lançamentos das novas arquiteturas, como o Zen 6 da AMD e o Nova Lake da Intel, não alterem significativamente o cenário até que o mercado de componentes se estabilize.

