Após reclamações de jogadores, a AdHoc Studio confirmou que está em contato com a Nintendo para tentar reverter parte da censura na versão de Dispatch para Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.
Censura surpreende jogadores e gera pedido de desculpas do estúdio

Dispatch, um dos maiores sucessos indie de 2025 com mais de 3 milhões de cópias vendidas, foi lançado em janeiro de 2026 para os consoles da Nintendo, mas chegou com conteúdo censurado. Jogadores notaram rapidamente a remoção de palavrões e trechos com nudez, sem opção de desativar as alterações. A versão original, lançada para outras plataformas, manteve o conteúdo integral e recebeu diversas indicações em premiações como o DICE Awards e The Game Awards.
A primeira resposta da AdHoc Studio explicava que as alterações foram feitas para que o jogo atendesse aos critérios da plataforma da Nintendo. Em seguida, a própria Nintendo esclareceu que apenas informa aos parceiros quando seus jogos não atendem às diretrizes de conteúdo, mas que não realiza alterações diretamente nos jogos. A decisão de censurar foi, portanto, tomada pela desenvolvedora.
Nick Herman, COO da AdHoc, assumiu publicamente a responsabilidade pela decisão e pela falha na comunicação com os jogadores. Segundo ele, o aviso sobre a censura estava presente na página da eShop, mas mal posicionado e difícil de encontrar. Isso foi corrigido pouco após o lançamento, com uma nova mensagem mais visível nos Estados Unidos e, em breve, em outras regiões.
Futuro de Dispatch nas plataformas da Nintendo
Herman afirmou que o estúdio está trabalhando com a Nintendo em uma atualização que possa restaurar parte do conteúdo censurado. Ainda não se sabe quais elementos podem ser reintegrados, mas a AdHoc se mostrou disposta a encontrar um meio-termo. O executivo também reconheceu que comparar a situação de Dispatch com títulos como Cyberpunk 2077 não é totalmente justo, já que a CD Projekt RED produziu versões específicas para regiões com restrições, algo inviável para um estúdio indie com recursos limitados.
A repercussão do caso deve servir de lição tanto para desenvolvedoras quanto para plataformas, reforçando a importância da transparência na comunicação com os consumidores, especialmente em relação a conteúdo alterado ou removido.

