Entrevista Benjamin Plich – Designer chefe de Assassin’s Creed: Unity

O Critical Hits teve a oportunidade de sentar e bater um papo com Benjamin Plich, o designer chefe de Assassin’s Creed: Unity, o primeiro Assassin’s Creed exclusivo para os consoles de nova geração que tem data de lançamento prevista para 11 de novembro desse ano. Na entrevista, nós perguntamos sobre as características do jogo e algumas coisas mais técnicas. Confira abaixo:

Critical Hits: Vocês comentaram em declarações a outros sites que o jogo vem travado em 900p por causa da inteligência artifficial dos personagens e que isso acabou sendo o gargalo da CPU do jogo. Em outros games, os desenvolvedores aproveitaram-se da Cloud pra resolver esse problema. Por que vocês não seguiram esse exemplo?
Benjamin Plich: Pra ser honesto, eu não sei te responder. Essa é uma pergunta técnica demais para mim (risos). Eu não sou técnico o suficiente para responder a essa pergunta.

CH: Como o primeiro Assassin’s Creed de nova geração, qual o aspecto que mais define esse jogo como “ok, agora a geração começou de verdade”?
BP: Antes de mais nada, o escopo do jogo, os gráficos dele, o fato de que você não precisa carregar o jogo entrando e saindo de lugares, tudo já está carregado. Depois disso, é claro, a inteligência artificial do jogo. Porque agora nós temos milhares de NPCs na tela e as reações deles, e você vai usar isso bastante no jogo, porque nós queremos que o jogador use as multidões em seu favor, se escondendo, enfim, usando ela como uma arma para as missões de assassinato. Além disso, também tem o co-op, não por ser next-gen, mas é uma das grandes adições desse ano. As pessoas sempre quiseram poder jogar Assassin’s Creed com os amigos, então agora nós temos missões co-op.

CH: O jogo está sendo anunciado como o primeiro Assassin’s Creed Co-op. Jogar sozinho não vai ter graça ou ainda poderemos ter uma boa experiência de Assassin’s Creed mesmo sendo antissociais?
BP: Nós ainda temos uma grande campanha single player. Há bastante missões sobre a história do personagem principal, o Arno. Além disso, nós temos missões extras, contratos de assassinato e missões co-op que inclusive são jogáveis sozinho. É possível jogar as missões no modo privado e termina-las sozinho. Além disso, há missões em que você pode convidar pessoas para jogar com você. Mais ou menos 70% do jogo é single player e 30% multiplayer, mas esses 30% também podem ser jogados sozinho.

Eu entrevistando o Benjamin Plich

CH: As versões de PC de Assassin’s Creed foram criticadas no passado por não terem o maior nível de refinamento técnico. Como a adoção de uma arquitetura praticamente idêntica à dos computadores de mesa ajuda a mitigar esse problema?
BP: Eu não acho que mude nada. Nós ainda temos um time trabalhando na versão de PC do jogo, mas mudar de geração nos consoles não muda muita coisa.

CH: A revolucao francesa teve cerca de 25 anos de historia. Qual dos periodos é abordado no jogo?
BP: O jogo começa em 1789, no começo da Revolução Francesa, com a queda da Bastilha e termina em 1794, então 5 anos são abordados no jogo, na fase do Terror, quando as pessoas estão loucas e acusando uns aos outros e indo pra guilhotina. Na fase do Robespierre. Há bastante ação, bastante sangue e bastante politicagem no jogo.
CH: Eu perguntei isso porque há um trailer mostrando Napoleão…
BP: Isso, mas é um Napoleão jovem.
CH: Ah, sim, quando ele estava metendo bala nos Italianos
BP: Isso mesmo.

CH: A França não era um pais com marinha tradicional naquele período. Ha combate marinho no game?
BP: Não, nós não temos batalhas navais em Assassin’s Creed Unity por ser um jogo situado em Paris, uma cidade sem acesso ao mar. Há o Rio Sena, mas eu imagino que um barco não caberia dentro dele (risos).

Eric Arraché

Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.

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