A discussão sobre o final de Eu Sou a Lenda voltou a ganhar força após uma revelação de Will Smith sobre os bastidores do filme. Quase duas décadas após o lançamento, o ator explicou por que a conclusão original da história acabou sendo abandonada antes da estreia nos cinemas.
Segundo Smith, a decisão de mudar o desfecho não partiu apenas do estúdio ou da equipe criativa. O próprio público que participou das primeiras exibições de teste rejeitou a ideia inicial, o que levou a produção a reformular o final poucos meses antes da estreia oficial.
Reação do público mudou o desfecho

Durante uma participação no podcast do canal Rap-Up, Will Smith contou que o final originalmente planejado para o filme era diferente daquele visto nas salas de cinema. A versão inicial seguia mais de perto a proposta do livro Richard Matheson, autor da obra que inspirou a adaptação.
De acordo com o ator, a exibição teste contou com algumas centenas de espectadores, que preencheram formulários avaliando o filme em categorias que iam de “excelente” a “muito ruim”. O resultado foi surpreendente para a equipe. Somente cerca de 51% das respostas ficaram nas duas avaliações mais altas, o que representou a pior pontuação que Smith já recebeu em sessões desse tipo.
Ainda segundo ele, o principal alvo das críticas foi justamente o final. O ator afirmou que a reação foi tão negativa que parte da plateia chegou a vaiar durante a exibição, algo que ele disse nunca ter presenciado em outros projetos de sua carreira.
Como era o final original

Na versão exibida nos cinemas, o personagem Robert Neville, vivido por Smith, descobre uma possível cura para o vírus que devastou a humanidade e se sacrifica para salvar outros sobreviventes. Antes de morrer, ele entrega o tratamento para Anna, personagem de Alice Braga, permitindo que a esperança de reconstrução da sociedade continue.
O final original seguia um caminho bem diferente. Em vez de um sacrifício heroico, Neville percebe que os chamados Darkseekers não são criaturas irracionais, mas seres capazes de formar laços e agir com propósito. Em determinado momento, ele entende que o grupo está tentando resgatar uma de suas integrantes, mantida em cativeiro para experimentos.
A descoberta provoca uma mudança de perspectiva no protagonista. Ao perceber que, para aquelas criaturas, ele próprio é o responsável por capturar e matar membros de sua espécie, Neville decide libertar a prisioneira e permitir que os Darkseekers partam.
Por que o público rejeitou a ideia

Segundo Will Smith, muitos espectadores não aceitaram a reviravolta proposta pelo final alternativo. Nas avaliações da sessão teste, vários comentários indicavam desconforto com a ideia de que o protagonista pudesse ser visto como o verdadeiro “monstro” da história.
O ator explicou que parte do público considerou essa revelação frustrante. Muitos afirmaram que acompanharam toda a trama esperando que os Darkseekers fossem os vilões absolutos e reagiram negativamente quando o filme sugeriu uma leitura mais ambígua da situação.
Diante dessa reação, o estúdio decidiu realizar novas filmagens e alterar o desfecho para algo mais convencional. Assim surgiu a versão em que Neville morre salvando os outros personagens, encerramento que acabou se tornando o oficial na estreia de 2007.
Eu Sou a Lenda 2
Mesmo descartado nos cinemas, o desfecho original continuou circulando entre fãs depois que foi incluído em edições em DVD do filme. Com o passar dos anos, muitos espectadores passaram a considerar essa versão mais fiel ao espírito da história escrita por Matheson.
Curiosamente, essa interpretação também influenciou os planos para o futuro da franquia. Uma sequência de Eu Sou a Lenda está em desenvolvimento e deve ignorar o final exibido nos cinemas, adotando como ponto de partida justamente a versão em que Neville sobrevive.
Confira também:
- Os melhores filmes da Marvel e da DC
- 10 melhores K-Dramas para iniciantes
- As melhores sagas do Batman
- As melhores sagas do Superman
- As melhores sagas da Mulher-Maravilha
- As melhores sagas do Asa Noturna

