O ator e músico Will Smith foi processado pelo violinista Brian King Joseph, que o acusa de assédio sexual, demissão injusta e retaliação durante a turnê “Based on a True Story: 2025 Tour”. A ação judicial foi registrada na segunda-feira (31) em Los Angeles e também cita como ré a empresa Treyball Studios Management.
Segundo detalhes do processo obtidos pela Variety, Smith teria contratado Joseph em novembro de 2024 para uma apresentação em San Diego e, posteriormente, o convidado para participar da turnê e de um álbum futuro. À medida que os dois se aproximaram, Smith teria feito declarações com forte teor pessoal, como: “você e eu temos uma conexão especial, que não tenho com mais ninguém”.
Durante a etapa da turnê em março de 2025, em Las Vegas, Joseph relata que sua chave do quarto de hotel desapareceu por algumas horas e, ao recuperar sua mochila, notou que apenas membros da equipe de gestão teriam acesso ao seu quarto. Ao retornar, encontrou objetos estranhos, como lenços umedecidos, um frasco de medicamento para HIV com o nome de outra pessoa e um bilhete assinado “Stone F.” com um coração desenhado, insinuando um possível retorno para um encontro sexual.
O músico diz que notificou a segurança do hotel e os representantes de Smith, além de registrar a ocorrência com a polícia por meio de uma linha não emergencial. Dias depois, teria sido repreendido por um membro da equipe e demitido sob a acusação de ter inventado o incidente. Ele afirma ter desenvolvido transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e sofrido danos econômicos como resultado da demissão.
A equipe de Will Smith ainda não se pronunciou sobre o caso. Brian King Joseph, conhecido por sua participação no programa America’s Got Talent, busca reparações por assédio, retaliação e demissão injusta, com valor a ser definido por um júri.

