Quando se fala nas maiores produções da televisão, é difícil não mencionar a HBO. A emissora construiu uma reputação sólida ao longo das décadas com séries que elevaram o padrão do entretenimento seriado. Seu antigo slogan, “Não é TV. É HBO”, não era mero marketing, mas uma declaração de posicionamento artístico.
Mesmo com o crescimento de plataformas como Netflix, Disney+ e Apple TV+, que passaram a investir pesado em conteúdo original, a HBO ainda carrega a imagem de estar um passo à frente em termos de ambição narrativa e acabamento técnico. Um exemplo claro disso é a primeira temporada de True Detective, frequentemente apontada como uma das melhores já produzidas para a televisão, e que pode ser assistida em cerca de oito horas.
Uma investigação que marcou época

Criada por Nic Pizzolatto, a série chegou sem grande alarde em 2014. O criador era conhecido principalmente como romancista e tinha no currículo apenas dois episódios de outra produção televisiva. Ainda assim, desde os primeiros capítulos ficou evidente que se tratava de algo fora do comum.
A trama acompanha dois detetives no sul da Louisiana dos anos 1990. Matthew McConaughey interpreta Rustin Cohle, um investigador brilhante, introspectivo e de visão profundamente pessimista sobre o mundo. Ao seu lado está Martin Hart, vivido por Woody Harrelson, um policial mais tradicional, cuja vida pessoal entra em conflito com suas responsabilidades profissionais. A dupla, apesar das diferenças, é designada para investigar um assassinato com possíveis ligações a um culto.
O caso parece resolvido na metade da temporada, mas a narrativa alterna passado e presente para revelar que a história estava longe de terminar. Essa estrutura fragmentada, que conecta acontecimentos separados por quase duas décadas, sustenta a tensão até o último episódio. O resultado é um thriller investigativo denso, com atmosfera sufocante e um mistério que se aprofunda a cada revelação.
Uma antologia que funciona de forma independente

Outro ponto que favorece a maratona é o formato antológico da série. Cada temporada apresenta novos personagens, cenários e crimes, mantendo apenas o espírito sombrio como elemento comum. Isso significa que é possível assistir aos oito episódios iniciais e encerrar a experiência sem qualquer pendência narrativa.
As temporadas seguintes seguiram caminhos distintos. A segunda, lançada em 2015, trouxe Colin Farrell e Rachel McAdams em uma trama ambientada em um cenário urbano inspirado na Califórnia, envolvendo corrupção política e organizações criminosas. Já o terceiro ano, exibido em 2019, contou com Mahershala Ali liderando a investigação de um desaparecimento no interior dos Estados Unidos.
A quarta temporada, intitulada True Detective: Night Country, deslocou a ação para o Alasca e apresentou uma nova dupla de investigadoras diante de um caso inquietante em meio ao frio extremo. Embora cada fase tenha suas particularidades, nenhuma alcançou o mesmo consenso crítico obtido pelo primeiro ano.
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