Os super mutantes passam a ocupar um papel central na 2ª temporada de Fallout, especialmente a partir do sexto episódio, quando a série do Prime Video finalmente apresenta essas criaturas de forma plena em live-action. Após apenas breves indícios no primeiro ano, a produção amplia o universo da franquia ao inserir uma das facções mais emblemáticas dos jogos no centro da narrativa.
A introdução acontece em um momento decisivo da trama. Cooper Howard, o Ghoul vivido por Walton Goggins, está à beira da morte depois de ser empalado nas ruas de New Vegas. Quando tudo indica que o personagem não sobreviverá, uma figura gigantesca e encapuzada surge para salvá-lo. A revelação do rosto deixa claro que se trata de um super mutante, marcando um dos encontros mais importantes da temporada até aqui.
Quem são os super mutantes no universo de Fallout

Dentro da mitologia de Fallout, os super mutantes são humanos transformados após a exposição ao Vírus da Evolução Forçada, conhecido como FEV, uma arma biológica desenvolvida antes da guerra nuclear. Diferentemente dos ghouls, que surgiram como consequência direta da radiação, essas criaturas foram criadas de forma deliberada a partir de experimentos conduzidos por instituições governamentais e corporativas.
Esse processo de mutação resulta em seres humanoides de grande porte, com força física muito acima do normal, alta resistência a doenças e imunidade à radiação. A inteligência varia de acordo com o tipo de experimento e o estado do indivíduo antes da mutação, o que explica por que alguns super mutantes são extremamente agressivos, enquanto outros conseguem se comunicar com clareza e até desenvolver organizações próprias. Um traço comum a todos é a esterilidade, o que impede a reprodução natural da espécie.
Ao longo da franquia, diferentes “linhagens” surgiram em regiões distintas dos Estados Unidos, como os mutantes da Base Mariposa, do Instituto, do Abrigo 87 e dos experimentos da West Tek. Essa diversidade abre espaço para que a série explore variações comportamentais e ideológicas dentro do próprio grupo.
O super mutante do episódio 6

O personagem apresentado na 2ª temporada se destaca por fugir do estereótipo puramente hostil visto em muitos jogos. Em vez disso, o super mutante demonstra autocontrole, empatia e até um discurso político bem definido ao conversar com o Ghoul. É ele quem remove Cooper do poste, o leva para um esconderijo e utiliza uma substância radioativa para estabilizar seus ferimentos.
A escolha de Ron Perlman para interpretar a criatura adiciona um peso simbólico importante à cena. O ator é a voz original da icônica frase “War never changes”, usada na abertura da maioria dos jogos da franquia, o que transforma sua participação em um gesto claro de conexão entre a série e o legado dos games. Desta vez, porém, Perlman não aparece apenas como narrador, mas encarna fisicamente um dos super mutantes mais marcantes já vistos fora dos jogos.
Durante o diálogo, o mutante afirma que ghouls e super mutantes compartilham a mesma origem de rejeição e sofrimento. Segundo ele, ambos foram criados e depois abandonados pelos mesmos responsáveis, o que reforça a ideia de uma identidade comum entre essas figuras marginalizadas do Ermo.
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