Com o recente ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do Nicolás Maduro, Jack Ryan voltou a viralizar nas redes sociais com um trecho da segunda temporada da série, exibida originalmente em 2019. A cena em questão mostra o personagem interpretado por John Krasinski analisando a situação geopolítica da Venezuela.
No diálogo que viralizou, o analista da CIA destaca a enorme concentração de recursos naturais do país, como petróleo e ouro, e questiona como uma nação com esse potencial enfrenta uma das maiores crises humanitárias da história moderna. A fala também chama atenção para a proximidade geográfica da Venezuela em relação aos Estados Unidos, elemento que reforça sua relevância no tabuleiro internacional.
Realidade alcança a ficção, diz o criador

Carlton Cuse, cocriador e showrunner das duas primeiras temporadas da série, comentou a repercussão em entrevista ao Deadline. Para ele, a semelhança entre a trama e a realidade não tem relação com previsão, mas com a escolha de trabalhar a partir de cenários plausíveis. Segundo Cuse, histórias fundamentadas em dinâmicas geopolíticas reais acabam inevitavelmente sendo alcançadas pelos acontecimentos do mundo.
O roteirista explicou que a decisão de ambientar a segunda temporada na Venezuela partiu do reconhecimento da importância estratégica do país ao longo de décadas. Ainda de acordo com Cuse, a intenção nunca foi antecipar desfechos políticos, mas construir um thriller crível, centrado em personagens, em um contexto marcado por tensões entre interesses econômicos, democracia e influência internacional.
Paralelos e diferenças entre série e mundo real

Na ficção, Jack Ryan apresenta um presidente venezuelano fictício que chega ao poder com discurso nacionalista e leva o país ao colapso econômico, abrindo caminho para uma crise política e institucional. A narrativa culmina em uma mudança de poder após a exposição de corrupção e fraude eleitoral, resultado de uma operação conduzida nos bastidores da espionagem internacional.
Já na realidade, o governo dos Estados Unidos justificou a operação militar recente citando acusações de narcotráfico e terrorismo contra Nicolás Maduro. Dados recentes reforçam o pano de fundo da série ao apontar que a Venezuela detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, fator frequentemente citado em análises sobre o interesse estrangeiro na região. Ao comentar o cenário atual, Cuse afirmou que qualquer uso de força militar merece reflexão, já que as maiores consequências recaem sobre a população civil, e expressou a esperança de que o país encontre estabilidade e paz.
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