A Marvel Studios chega para 2026 com um calendário mais enxuto do que em anos anteriores, mas nem por isso menos ambicioso. Depois de um período de ajustes criativos e de recepção irregular do público, o estúdio aposta em poucos projetos de grande porte no cinema e em séries estrategicamente posicionadas no streaming para consolidar a nova fase do Universo Cinematográfico Marvel.
O ano será marcado por produções que dialogam diretamente com os eventos recentes do MCU e, principalmente, com o caminho que leva ao clímax da Saga do Multiverso. Filmes aguardados e séries que dão continuidade a tramas importantes compõem um planejamento que prioriza impacto narrativo e conexão entre histórias.
Filmes
Homem-Aranha: Um Novo Dia

O calendário cinematográfico de 2026 começa com Homem-Aranha: Um Novo Dia, previsto para estrear em julho. O longa acompanha Peter Parker lidando com as consequências diretas de ter sua identidade apagada da memória coletiva, retomando a essência mais urbana do herói. Sob a direção de Destin Daniel Cretton, o filme marca o começo de uma nova fase para o Homem-Aranha de Tom Holland, agora mais isolado e forçado a reconstruir sua vida do zero.
O elenco reforça essa proposta ao misturar rostos conhecidos e novidades. Zendaya retorna como MJ, ainda que em participação mais discreta, enquanto personagens como Hulk, Justiceiro e Escorpião ampliam o alcance do conflito. A presença de Sadie Sink em um papel ainda mantido em segredo também alimenta especulações sobre o futuro da franquia.
Vingadores: Doutor Destino

No fim do ano, Vingadores: Doutor Destino assume o posto de maior evento cinematográfico do estúdio em 2026. Com estreia marcada para dezembro, o filme representa uma guinada importante ao colocar Victor Von Doom no centro da narrativa, interpretado por Robert Downey Jr. O retorno dos irmãos Russo à direção reforça a ambição do projeto, que reúne Vingadores, Quarteto Fantástico e X-Men em uma trama diretamente conectada ao próximo capítulo da saga, previsto para 2027.
A história surge após a mudança de rumos da Marvel, que abandonou o arco de Kang e redesenhou o futuro do MCU. A presença de Franklin Richards e o envolvimento de múltiplos universos indicam que o longa não será apenas um crossover, mas uma peça fundamental para redefinir o equilíbrio de poder dentro da franquia.
Séries live-action
Magnum

No campo televisivo, 2026 também reserva espaço para produções live-action, ainda que em número reduzido. A primeira delas é Magnum, que apresenta Simon Williams, vivido por Yahya Abdul-Mateen II. A série, com estreia para janeiro, aposta em uma abordagem metalinguística ao retratar um ator com superpoderes tentando protagonizar um reboot fictício dentro do próprio universo Marvel.
Criada por Destin Daniel Cretton em parceria com Andrew Guest, a produção promete equilibrar humor, crítica à indústria do entretenimento e conexões diretas com o MCU. O retorno de Ben Kingsley como Trevor Slattery (Mandarim) reforça esse tom autorreferencial, ao mesmo tempo em que mantém o vínculo com histórias anteriores.
Demolidor: Renascido

Já Demolidor: Renascido, em sua segunda temporada, dá continuidade ao embate entre Matt Murdock e Wilson Fisk, agora prefeito de Nova York. A série aprofunda as consequências do colapso institucional da cidade e amplia o conflito para além das ruas, com o retorno de Jessica Jones ao núcleo principal.
Vision Quest

Encerrando o bloco de séries, Vision Quest foca no Visão Branco e em sua busca por identidade após os eventos de WandaVision. Com forte apelo à ficção científica, a produção resgata figuras importantes da história do MCU, incluindo Ultron, e promete explorar temas ligados à inteligência artificial e à memória, mantendo viva a herança de Tony Stark dentro do universo compartilhado.
Animações
X-Men ’97

O braço de animação do estúdio também segue ativo com a segunda temporada de X-Men ’97, prevista para o meio de 2026. A série dá continuidade direta aos eventos do primeiro ano, levando os mutantes a diferentes períodos da história e colocando Apocalypse como uma ameaça central. Mesmo situada em uma linha do tempo própria, a animação continua dialogando com o restante do MCU por meio de participações especiais e referências cruzadas.
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