Sylvester Stallone afirmou que os físicos exibidos por atores em filmes de super-heróis dificilmente são naturais. Durante uma entrevista ao CBS Sunday Morning at 92NY, o astro comparou o uso de esteroides nesse tipo de produção ao próprio ato de vestir o uniforme de um personagem.
A declaração provocou reação na plateia, mas Stallone tratou o assunto como uma prática recorrente entre astros de ação que precisam interpretar figuras muito acima do padrão físico comum. Para ele, alcançar esse resultado em pouco tempo exige medidas extremas e uma preparação intensa, mantida apenas durante o período de filmagens.
“Pessoal… vocês realmente acham que esses caras são naturais? Se você está tentando interpretar uma espécie de super-herói ou uma pessoa que está muito acima de um cara normal, você não consegue. É quase como vestir parte de uma fantasia. Por seis a oito semanas, você incorpora aquele personagem. E depois se livra dele”, declarou o ator.
Stallone também relembrou os problemas de saúde enfrentados ao longo da carreira. Ele contou que passou por uma cirurgia de substituição de válvula cardíaca e só procurou ajuda depois que sua esposa, Jennifer Flavin, percebeu que ele não estava bem. Na época, o ator acreditava que os sintomas eram apenas consequência do envelhecimento.
“Eu achava que estava bem. Tive sorte de minha esposa ter dito: ‘Não gosto da sua aparência’. Eu disse: ‘Ah, qual é. Estou apenas ficando velho. Relaxa’. As mulheres têm um sexto sentido. Realmente têm”, comentou.
Em outra ocasião, Stallone admitiu ao New York Times que ficou viciado em esteroides durante a preparação para filmes como Rocky: Um Lutador e Rambo: Programado Para Matar. Segundo o próprio ator, a prática provocou consequências devastadoras para seu corpo a longo prazo.
A experiência ajuda a dimensionar o custo físico por trás de transformações que muitas vezes são apresentadas apenas como parte do espetáculo cinematográfico. Stallone ainda participou de produções baseadas em quadrinhos, como Guardiões da Galáxia Vol. 2, O Esquadrão Suicida e Guardiões da Galáxia Vol. 3, todas dirigidas por James Gunn. Seus relatos reforçam que a aparência heroica das telas pode envolver riscos bem menos visíveis do que o resultado final sugere.

