Sony está preparando reboot do universo de vilões do Homem-Aranha

A Sony Pictures confirmou que pretende reiniciar completamente seu universo compartilhado baseado em personagens ligados ao Homem-Aranha. A informação foi revelada por Tom Rothman, CEO do estúdio, durante uma participação no podcast The Town, apresentado por Matt Belloni.

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Segundo Rothman, o Aranhaverso do estúdio (não confundir com a animação) não foi encerrado, mas passará por uma reformulação total. O executivo afirmou que a nova fase será conduzida por “novas pessoas”, indicando uma troca criativa significativa após os resultados abaixo do esperado da fase anterior.

Fracassos recentes levaram ao reinício

Sony está preparando reboot do universo de vilões do Homem-Aranha

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A decisão ocorre depois de uma sequência de desempenhos fracos nas bilheterias. Kraven, o Caçador arrecadou cerca de US$ 62 milhões mundialmente, valor insuficiente diante de um orçamento estimado acima de US$ 100 milhões. Antes disso, Madame Teia também teve desempenho modesto, pouco acima da marca de US$ 100 milhões globais.

Morbius, estrelado por Jared Leto, alcançou aproximadamente US$ 167 milhões e acabou se tornando mais conhecido pela repercussão negativa e pelos memes do que pelo sucesso comercial. Já a trilogia iniciada com Venom foi a única exceção relevante, com o primeiro longa superando US$ 850 milhões em bilheteria mundial.

Ainda assim, os capítulos seguintes, Venom: Tempo de Carnificina e Venom: A Última Rodada, registraram arrecadações menores que a estreia da franquia, indicando perda de fôlego ao longo do tempo.

Ausência do Homem-Aranha não foi o problema

Um dos principais questionamentos ao projeto sempre foi a ausência do próprio Homem-Aranha nas produções. O estúdio optou por desenvolver histórias centradas em vilões e personagens secundários, sem conexão direta com o herói vivido por Tom Holland no Universo Cinematográfico da Marvel.

No podcast, Rothman também comentou sobre o desgaste do gênero de super-heróis nos últimos anos. Para ele, a superexposição pode ter contribuído para a queda de interesse do público, defendendo a ideia de que a escassez ajuda a valorizar uma marca.

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João Victor Albuquerque
João Victor Albuquerque
Apaixonado por joguinhos, filmes, animes e séries, mas sempre atrasado com todos eles. Escrevo principalmente sobre animes e tenho a tendência de tentar encaixar Hunter x Hunter ou One Piece em qualquer conversa.