Lançado há uma década, Rua Cloverfield, 10 surpreendeu ao expandir de forma inesperada o universo iniciado por Cloverfield, de 2008. Em vez de repetir a estrutura de filme de monstro em escala urbana, a produção dirigida por Dan Trachtenberg apostou em suspense psicológico e ambientação claustrofóbica, acompanhando Michelle, personagem de Mary Elizabeth Winstead, que desperta em um bunker após um acidente de carro.
No abrigo subterrâneo, ela passa a conviver com Howard, interpretado por John Goodman, e Emmett, vivido por John Gallagher Jr., sob a alegação de que o mundo exterior foi contaminado após um ataque. A narrativa se sustenta na dúvida constante sobre quem está dizendo a verdade e qual é, de fato, a ameaça. Apenas nos momentos finais o filme conecta de maneira mais explícita sua trama ao universo maior da franquia.
O resultado foi expressivo tanto na recepção crítica, com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, quanto nas bilheterias, que ultrapassaram 110 milhões de dólares. Ainda assim, apesar do desempenho sólido, uma continuação direta nunca avançou oficialmente. Até agora.
Novo acordo reacende possibilidade de continuação

O cenário mudou com o recente acordo firmado por Dan Trachtenberg com a Paramount Pictures. O diretor assinou um contrato de três anos no modelo first-look, que lhe garante prioridade no desenvolvimento de projetos para o estúdio responsável por Rua Cloverfield, 10. A parceria abre espaço tanto para ideias originais quanto para revisitar propriedades já estabelecidas.
Trachtenberg chega a esse novo momento após trabalhar com a Disney e a 20th Century no relançamento da franquia Predador. Seus projetos recentes revitalizaram a marca e foram bem recebidos, demonstrando capacidade de atualizar universos conhecidos sem perder identidade. Esse histórico reforça a possibilidade de que a Paramount confie ao cineasta novas expansões dentro de seu catálogo.

O retorno ao universo Cloverfield não é mera especulação. Em 2023, em entrevista ao CinemaBlend, o diretor afirmou que ainda considera a possibilidade de uma sequência e revelou ter discutido cenários hipotéticos com Mary Elizabeth Winstead. Segundo ele, ambos estariam abertos à ideia, embora outros compromissos tenham afastado momentaneamente o projeto.
Esse contexto torna plausível uma retomada da história de Michelle, especialmente agora que Trachtenberg volta a trabalhar diretamente com o estúdio que marcou sua estreia como diretor de longas-metragens.
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