Se você é fã de ficção científica, precisa assistir esta série da Netflix

A Netflix construiu, ao longo da última década, um catálogo robusto de ficção científica. Produções como Dark, Sense8, The OA e Black Mirror ajudaram a consolidar a imagem da plataforma como um espaço aberto a ideias ousadas. Ainda assim, quando o assunto é cyberpunk em sua forma mais pura, há um título que se destaca com clareza.

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Altered Carbon teve vida curta, com apenas duas temporadas, mas permanece como uma das adaptações mais ambiciosas do subgênero na televisão. Baseada na obra de Richard K. Morgan, a série mergulha em um futuro onde a consciência humana pode ser digitalizada e transferida entre corpos, alterando radicalmente a relação da sociedade com a morte.

Uma distopia tecnológica visualmente impactante

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Na primeira temporada, a série apresenta o conceito dos chamados “sleeves”, corpos intercambiáveis que funcionam como receptáculos para a mente armazenada em um dispositivo implantado na base do crânio. A ideia é perturbadora e fascinante ao mesmo tempo. Se a morte deixa de ser definitiva, o que acontece com noções de justiça, responsabilidade e identidade?

Visualmente, a produção impressiona ao recriar uma metrópole marcada por contrastes. A ambientação lembra clássicos como Blade Runner, com ruas chuvosas, anúncios holográficos e arranha-céus que simbolizam a distância entre classes sociais. Mesmo enfrentando limitações naturais de uma série televisiva, o resultado é convincente e ajuda a construir um universo crível e opressivo.

A essência do cyberpunk além do neon

Se você é fã de ficção científica, precisa assistir esta série da Netflix

O cyberpunk vai além da estética futurista. Sua essência está na combinação de tecnologia avançada com condições de vida degradantes. Altered Carbon capta essa lógica ao retratar uma elite praticamente imortal, conhecida como Meths, que vive acima das nuvens, distante da realidade das ruas.

Enquanto isso, a população comum enfrenta filas intermináveis por novos corpos e limitações impostas pelo custo da tecnologia. O chamado Cortical Stack, símbolo máximo do avanço científico nesse universo, também é a ferramenta que aprofunda desigualdades. A promessa de transcendência tecnológica revela, na prática, um sistema que perpetua privilégios e marginalização.

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