Mais de 700 artistas e criadores, incluindo Scarlett Johansson, Cate Blanchett e Joseph Gordon-Levitt, assinaram uma nova campanha contra o uso indevido de obras autorais por empresas de tecnologia que desenvolvem inteligência artificial. A iniciativa denuncia a prática de treinar modelos de IA com conteúdo protegido sem autorização, compensação ou transparência.
A campanha foi lançada em meio ao debate legislativo nos Estados Unidos e na Europa sobre a regulação da IA, e reforça que “roubar nosso trabalho não é inovação. Não é progresso. É roubo – simples assim.” O grupo defende que o desenvolvimento tecnológico deve ser feito com responsabilidade e respeito à criação humana.
Setor criativo dos EUA afirma estar sob ameaça
O manifesto aponta que o ecossistema criativo americano é vital para a economia e influência cultural global, empregando milhões de pessoas nos setores de cinema, televisão, música, literatura e mídia digital. No entanto, esse sistema estaria sendo minado por grandes empresas de tecnologia, muitas financiadas por fundos de investimento, que usam obras de criadores para alimentar seus modelos de IA sem respeitar as leis de direitos autorais.
O texto cita que há alternativas viáveis. Algumas empresas já firmaram acordos de licenciamento de conteúdo e servem como exemplo de que é possível avançar no desenvolvimento da IA sem violar os direitos dos criadores. “Um caminho melhor existe”, afirma o documento. “Podemos ter uma IA avançada e, ao mesmo tempo, garantir que os direitos dos criadores sejam respeitados.”

