Euphoria chegou ao fim. Após sete anos, três temporadas e 26 episódios, a série da HBO encerrou sua história no último domingo (31), e o criador Sam Levinson confirmou no podcast Popcast, do The New York Times, que o episódio final da terceira temporada serviu como desfecho definitivo da produção. A HBO também confirmou o encerramento à Variety.
“Em termos da história que queríamos contar, sobre o vício e suas consequências, este parece o fim para mim”, declarou Levinson. O criador explicou que sempre escreveu cada temporada como se fosse a última, e que o destino dado à protagonista Rue representava o único desfecho honesto para o arco construído ao longo da série.
ATENÇÃO: SPOILERS A SEGUIR

O episódio final mata quatro personagens, incluindo Rue, interpretada por Zendaya. A protagonista morre de overdose após ingerir analgésicos adulterados com fentanil, uma decisão narrativa que Levinson também associou à morte real de Angus Cloud, o ator que dava vida a Fezco e faleceu em 2023 de overdose acidental. “Foi uma forma de homenagear o Angus e fazer uma oração pelo futuro”, disse o criador. Na semana anterior ao finale, o penúltimo episódio já havia eliminado Nate Jacobs (Jacob Elordi), encontrado morto dentro de um caixão após ser picado por uma cascavel.
A conclusão após três temporadas não surpreende quem acompanhava os bastidores da produção. Houve um intervalo de mais de quatro anos entre a segunda e a terceira temporadas, período em que Zendaya, Elordi e Sydney Sweeney se tornaram estrelas consolidadas do cinema mundial, com agendas cada vez mais disputadas. As dificuldades logísticas para reunir o elenco foram amplamente reportadas, e a própria Zendaya havia indicado em entrevistas anteriores que acreditava ser o fim da série.

A terceira temporada trouxe um salto temporal de cinco anos, colocando os personagens já na vida adulta, além de incorporar novos nomes ao elenco como Sharon Stone, Natasha Lyonne, a cantora Rosalía e o ex-jogador de futebol americano Marshawn Lynch. Por trás das câmeras, a produção também acumulou tensões, incluindo a saída pública do compositor Labrinth, responsável pela identidade sonora das duas primeiras temporadas.
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