Os sidekicks são uma das invenções mais subestimadas dos quadrinhos de super-heróis. Na DC Comics, eles sempre tiveram um papel central, funcionando como porta de entrada para novos leitores, espelhos narrativos dos mentores e sementes para gerações inteiras de heróis independentes. Nenhuma outra editora cultivou essa tradição com tanto cuidado, por isso, nada mais justo que listar alguns dos mais importantes
7. Aqualad

Aqualad é o sidekick que mais reflete o tratamento que a DC dedica ao próprio Aquaman: fundamental para a mitologia, mas cronicamente subestimado. Garth, o original, foi um dos membros fundadores dos Titãs e estabeleceu o papel décadas antes de qualquer outro nome dessa lista. Mais recentemente, Jackson Hyde assumiu o manto com uma identidade própria bastante distinta, filho do vilão Arraia Negra com poderes hidrocinéticos que vão além do conjunto original do personagem.
Existe até uma espécie de termômetro não oficial entre os fãs mais antigos: quando Aqualad está bem nos quadrinhos, a DC está num bom momento criativo. Quando some ou vira caricatura, algo está errado.
6. Superboy

O Superboy sempre foi um indicador de que a DC está prestes a fazer algo que vai gerar conversa por anos. Conner Kent surgiu no vácuo deixado pela morte do Superman durante “O Reinado dos Supermen”, trazendo uma origem controversa como clone parcial de Kal-El com DNA de Lex Luthor. Depois, Jon Kent assumiu o papel e inaugurou uma fase completamente diferente, quando Clark se tornou pai.
Cada vez que um novo Superboy aparece, é sinal de que o universo DC está se reorganizando em torno de uma ideia grande. O legado do personagem é tão forte que tanto Conner quanto Jon cresceram para vestir o manto do próprio Superman em momentos distintos.
5. Wonder Girl

Wonder Girl começou como uma versão jovem da própria Mulher-Maravilha em histórias de flashback, mas logo evoluiu para um papel independente ocupado por três heroínas distintas. Donna Troy é a mais icônica delas, e sua trajetória de mortes, ressurreições e redescobertas de identidade funcionou repetidamente como ponto de virada para o Universo DC inteiro.
Cassie Sandsmark e Yara Flor também carregaram o manto com personalidades próprias, embora nunca recebam o reconhecimento que merecem. O que define Wonder Girl como legado não é uma heroína específica, mas a ideia de que esse papel sempre será ocupado pela aliada jovem mais determinada de Diana.
4. Roy Harper (Arqueiro Vermelho)

Roy Harper começou como uma versão do Robin para o Arqueiro Verde, mas cresceu para ser muito mais do que isso. Harper levou anos lutando contra um vício em heroína, numa das histórias mais corajosas já publicadas pela DC nos anos 1970, que tratou diretamente da dependência química numa época em que o assunto era tabu nos quadrinhos mainstream.
Mia Dearden, a segunda a assumir o manto do herói, foi a primeira personagem da DC a ser soropositiva. O manto do Arqueiro Vermelho se tornou, com o tempo, um espaço para a editora retratar questões do mundo real com uma honestidade que raramente aparece nos títulos principais.
3. Batgirl

Batgirl é uma das identidades mais importantes de toda a Bat-Família. As três versões principais, Barbara Gordon, Cassandra Cain e Stephanie Brown, chegaram ao manto por caminhos completamente diferentes e definiram aspectos distintos do que significa ser uma heroína em Gotham sem poderes. Barbara foi o tecido conjuntivo da DC por décadas, primeiro como Batgirl e depois como Oráculo, uma das maiores especialistas em informação do universo. C
assandra é considerada por muitos a maior combatente corpo a corpo viva no Universo DC. Stephanie, por sua vez, representa algo diferente das outras duas: é a heroína que nunca parou de aparecer mesmo quando a DC claramente tentou deixá-la de lado, acumulando as identidades de Spoiler, Robin e por fim Batgirl
2. Kid Flash

Wally West é o maior exemplo de sidekick que absorveu completamente o legado do mentor. Quando Barry Allen morreu durante a Crise nas Infinitas Terras, Wally largou o papel de Kid Flash e se tornou o Flash, mantendo o título por mais de duas décadas. Bart Allen repetiu o ciclo à sua maneira.
O que faz o Kid Flash único na história dos quadrinhos é que o personagem não existe apenas para apoiar o Flash: ele existe para provar que o manto pode continuar além de qualquer pessoa específica. Nenhum outro sidekick demonstra com tanta clareza o amor da DC pelo conceito de legado heróico passado entre gerações.
1. Robin

Robin foi o primeiro sidekick de super-herói da história dos quadrinhos, criado em 1940 para humanizar o Batman e dar ao leitor jovem um ponto de identificação dentro da história. Oito décadas depois, o manto continua sendo o mais adaptado para outros meios de qualquer personagem secundário da DC, e cada um dos Robins construiu uma base de fãs própria ao longo do tempo.
Dick Grayson, Jason Todd, Tim Drake, Stephanie Brown e Damian Wayne definiram eras inteiras da Bat-Família, e todos cresceram para se tornar heróis de peso independente.
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