O último episódio da primeira temporada de O Cavaleiro dos Sete Reinos encerrou o primeiro dos contos de Dunk e Egg com uma escolha musical que surpreendeu parte do público. Em vez de recorrer a um tema instrumental mais tradicional, a produção optou por uma canção folk americana de meados do século XX.
“Sixteen Tons” e o significado por trás da escolha

A música que embala os créditos é “Sixteen Tons”, composição escrita por Merle Travis na década de 1940 e popularizada anos depois na voz de Tennessee Ernie Ford. A canção narra a rotina exaustiva de um minerador de carvão que trabalha incessantemente, mas permanece preso a dívidas e à dependência de seus empregadores.
A letra descreve um homem que envelhece e se afunda cada vez mais em obrigações financeiras, sem nunca alcançar verdadeira autonomia. Trata-se de uma crítica direta às condições de exploração enfrentadas por trabalhadores da mineração nos Estados Unidos do século passado, tema que à primeira vista até pode parecer distante do cenário medieval de Westeros, mas que na verdade guarda uma forte conexão com o mundo criado por George R. R. Martin.
Apesar do contraste histórico e cultural, a escolha encontra eco na trajetória de Dunk. Diferentemente de séries como Game of Thrones e House of the Dragon, que concentram seus conflitos em casas nobres, O Cavaleiro dos Sete Reinos acompanha a perspectiva de um cavaleiro andante, alguém sem linhagem relevante ou fortuna familiar.
A conexão temática com Dunk

Dunk é, em essência, um homem comum tentando sobreviver em um mundo dominado pela aristocracia. Antes de se tornar cavaleiro, viveu como órfão na Baixada das Pulgas e passou por dificuldades extremas. Sua posição social o coloca constantemente à mercê das decisões e caprichos dos nobres, que detêm poder sobre reputações, oportunidades e até mesmo a sobrevivência de homens como ele.
Nesse sentido, a metáfora da canção se encaixa de maneira impecável. Assim como o minerador retratado em “Sixteen Tons”, Dunk trabalha duro, mas raramente colhe recompensas proporcionais ao esforço. Ele depende de torneios, favores e contratos temporários para garantir sustento, sempre condicionado às estruturas de poder que privilegiam o sangue nobre.
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