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Por que Timothy está tão obcecado com o monge na 3ª temporada de The White Lotus?

Timothy Ratliff se vê em um estado de colapso mental na 3ª temporada de The White Lotus, e sua crescente obsessão com o monge budista reflete sua fuga desesperada da realidade. No episódio 7, intitulado “Killer Instincts”, fica evidente que Timothy está fixado na ideia da morte como uma possível solução para seu envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.

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Desde que descobriu que o FBI está investigando seus negócios, Timothy tem se afundado em álcool e nos medicamentos controlados de sua esposa, Victoria. Incapaz de encarar as consequências de seus atos, ele começa a enxergar a morte como um alívio — uma distorção que se intensifica após sua conversa com o monge no resort.

A deturpação da filosofia budista

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Timothy interpreta erroneamente a conversa com o monge como uma justificativa para a violência. Durante o encontro, o monge fala sobre a morte como uma transição natural e pacífica, mas Timothy, já mentalmente fragilizado, entende isso como um aval para acabar com sua própria vida e, possivelmente, a de sua família.

Ao longo da temporada, ele tem visões perturbadoras de usar uma arma contra sua esposa, seu filho mais velho, Saxon, e até contra si mesmo. Para Timothy, a ruína financeira e a exposição pública de seus crimes seriam um destino pior do que a morte. O que ele não percebe, no entanto, é que sua obsessão pelo monge é baseada em uma interpretação distorcida da filosofia budista, ignorando completamente o princípio central da não violência.

A negação como caminho para a autodestruição

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Ao invés de lidar com as consequências de suas ações, Timothy prefere se refugiar em uma narrativa fatalista. Seu medo não está apenas na possibilidade de perder sua riqueza, mas também no colapso de sua imagem pública. Ele sempre se viu como um homem respeitável, e aceitar sua culpa significaria admitir que essa fachada desmoronou.

Neste ponto da temporada, Timothy parece ser um dos personagens com maior probabilidade de morrer no episódio final. Sua recusa em enfrentar a realidade e sua crescente paranoia sugerem que ele pode tomar uma decisão extrema antes que a temporada termine.

Se Timothy tivesse coragem de encarar seus erros e aceitar a responsabilidade por seus atos, poderia evitar um destino trágico. No entanto, seu orgulho pode levá-lo a um caminho sem volta.

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O que Timothy poderia ter aprendido na sessão de meditação

Curiosamente, seus filhos mais novos, Piper e Lochlan, demonstram um interesse genuíno pela cultura e espiritualidade budista. Eles enxergam sua estadia na Tailândia como uma oportunidade de crescimento e aceitação, em vez de um pesadelo do qual precisam fugir.

Se Timothy tivesse participado da sessão de meditação com seus filhos, poderia ter encontrado um pouco da paz que tanto procura. Ele teria aprendido que o budismo não vê a morte como uma fuga, mas sim como uma transição natural que deve ser encarada com serenidade, e não com desespero.

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No entanto, preso em sua própria arrogância e medo, Timothy permanece cego para essa possibilidade – e isso pode ser o que o condena.

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