A Pixar foi a mais afetada pela onda de demissões promovidas pela Disney na última terça-feira (21), justamente na semana em que Toy Story 5 se aproxima da marca de US$ 1 bilhão na bilheteria mundial. Segundo um porta-voz da companhia, os cortes atingiram centenas de posições em diferentes áreas, incluindo ESPN, Disney Entertainment Television e os estúdios de cinema.
De acordo com o TheWrap, cerca de 150 funcionários foram desligados do estúdio de animação, sediado em Emeryville, na Califórnia. A Variety e o Deadline não divulgaram um número fechado, mas confirmaram que a maioria dos cortes no braço de cinema da Disney ficou concentrada justamente na Pixar.

Os desligamentos na Pixar se concentraram nas equipes de produção e operações, sem atingir cargos de liderança até o momento. O estúdio soma cerca de 1.100 funcionários, o que faz do corte atual algo em torno de 10% do quadro total.
Na Disney Entertainment Television, os cortes somaram pouco menos de 100 vagas, a maioria delas na National Geographic. Cerca de uma dezena de funcionários da ABC News também foi afetada, além de desligamentos pontuais em outras áreas do grupo.
A ESPN também demitiu funcionários nesta rodada, num movimento ligado à integração com a NFL Network. Já os cortes nos setores corporativos da Disney não foram detalhados.

A rodada desta terça é a terceira leva de demissões promovida por Josh D’Amaro desde que assumiu o comando da Disney, no início de 2026, no lugar de Bob Iger. Em janeiro, o executivo já havia unificado os departamentos de marketing da empresa, e em abril cerca de 1.000 postos de trabalho foram eliminados em áreas como tecnologia, produtos e redes de TV.
À época, D’Amaro disse que a Disney vinha buscando formas de simplificar suas operações para manter a criatividade que o público espera da marca, além de tornar o time mais ágil diante das rápidas transformações do setor.
A mudança reflete uma estratégia mais ampla do Walt Disney Studios, que nos últimos três anos reduziu o volume de produções para priorizar lançamentos nos cinemas. A ideia é diminuir animações feitas exclusivamente para o Disney+, prática comum durante a pandemia, quando títulos como Soul, Luca e Red: Crescer É uma Fera foram lançados direto no streaming.
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