Para os órfãos de The Last of Us, essa série da HBO é a substituta perfeita

Desde que The Last of Us conquistou público e crítica com sua abordagem intensa do fim do mundo, o gênero pós-apocalíptico voltou ao centro das discussões na televisão. A combinação de drama humano, ameaça constante e produção de alto nível elevou o padrão das narrativas ambientadas em sociedades colapsadas.

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Mas há outra produção da HBO que, mesmo menos comentada, oferece uma experiência igualmente marcante, ainda que por um caminho bastante diferente. Station Eleven propõe uma reflexão mais contemplativa sobre o que resta da humanidade após uma catástrofe global, apostando menos no horror imediato e mais na reconstrução emocional e cultural.

Um fim do mundo que abre espaço para esperança

Para os órfãos de The Last of Us, essa série da HBO é a substituta perfeita

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Baseada no romance homônimo de Emily St. John Mandel, publicado em 2014, a série se passa após uma pandemia de gripe devastadora que praticamente extingue a civilização como a conhecemos. O ponto de partida é sombrio, com cidades esvaziadas e estruturas sociais desmoronadas, mas o desenvolvimento da história segue por uma trilha menos óbvia.

Em vez de insistir apenas na brutalidade do novo mundo, Station Eleven mostra sobreviventes que tentam preservar memórias, arte e vínculos afetivos. Há comunidades organizadas, médicos que circulam entre assentamentos e até grupos dedicados a encenar peças de Shakespeare. Mesmo diante das perdas irreparáveis, a narrativa sugere que a cultura e o senso de coletividade são forças tão essenciais quanto comida e abrigo.

O contraste com o pessimismo dominante do gênero

Para os órfãos de The Last of Us, essa série da HBO é a substituta perfeita

Grande parte das produções pós-apocalípticas opta por um tom profundamente cínico. A ameaça constante, a violência desenfreada e a transformação quase imediata da sociedade em um território sem lei tornaram-se elementos recorrentes. Em muitos casos, o colapso civilizacional é retratado como um mergulho direto no caos absoluto.

Station Eleven segue outra lógica. O perigo existe, incluindo grupos radicais e pequenos bandos hostis, mas eles não dominam completamente o cenário. A série parte da ideia de que, mesmo após uma tragédia global, a humanidade tende a se reorganizar. Pequenos núcleos de estabilidade surgem, regras são estabelecidas e laços são reconstruídos. Em vez de um universo permanentemente à beira do colapso, o que se vê é uma tentativa contínua de seguir em frente.

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