Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pela família e pela assessoria do ex-jogador. Conhecido como “Mão Santa”, ele passou mal em casa, em Santana de Parnaíba, foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas não resistiu.
A despedida será reservada aos familiares, conforme comunicado divulgado após a confirmação da morte.
Oscar convivia com um tumor cerebral desde 2011. Ao longo dos últimos anos, passou por cirurgias e diferentes etapas de tratamento. Em 2022, revelou publicamente que havia encerrado a quimioterapia com orientação médica.
Na época, afirmou que havia perdido o medo da morte durante o enfrentamento da doença e que desejava dedicar mais tempo à família. Mesmo durante o tratamento, seguiu ativo em eventos esportivos, palestras e homenagens ligadas ao basquete.
Recentemente, também havia passado por uma cirurgia, o que o impediu de comparecer a uma cerimônia do Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, no início deste mês. Na ocasião, foi representado pelo filho.
Carreira

Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar construiu uma das trajetórias mais relevantes já vistas no basquete internacional.
Ele encerrou a carreira com quase 50 mil pontos marcados, número que por muitos anos o colocou como maior pontuador da história do basquete mundial. Também permanece como maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos.
Disputou cinco edições consecutivas das Olimpíadas e se tornou símbolo da seleção brasileira em diferentes gerações. Em Seul 1988, marcou 55 pontos contra a Espanha, recorde em uma única partida olímpica na época.
O feito histórico de 1987

Entre tantos momentos marcantes, o mais lembrado costuma ser a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis.
Na final, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115, em pleno território americano. Foi a primeira derrota da equipe dos EUA em casa na história da competição, resultado considerado um dos maiores feitos do esporte brasileiro.
Vida pessoal

Oscar era casado com Maria Cristina Victorino desde 1981 e deixa os filhos Filipe e Stephanie. Também era irmão do apresentador Tadeu Schmidt.
Após a aposentadoria das quadras, atuou como palestrante e participou da vida pública, mantendo presença constante em debates sobre esporte e formação de atletas.
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