Os 5 usuários de magia mais poderosos da DC

Existe um canto da DC Comics onde punhos e raios laser não resolvem nada, e é justamente ali que moram os personagens mais imprevisíveis da editora. Foi por isso que Batman montou a Liga da Justiça Sombria, reunindo feiticeiros, demônios e entidades que operam com regras próprias.

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Pensando nisso, resolvemos reunir os cinco usuários de magia mais poderosos da DC seguindo a ordem da sua estreia nas páginas da editora, do mais antigo ao mais recente.

1. O Espectro (1940)

7 personagens da DC que quase nunca usam todo o seu poder

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Criado por Jerry Siegel e Bernard Baily em More Fun Comics #52, o Espectro não aprendeu magia nem roubou artefato algum, porque ele simplesmente é a ira divina em forma manifesta. Sua origem verdadeira o aponta como Aztar, anjo caído que participou da rebelião de Lúcifer, se arrependeu e recebeu como penitência eterna o cargo de punir os culpados. Em Crise nas Infinitas Terras, canalizou a energia mística de todos os feiticeiros da Terra contra o Anti-Monitor no alvorecer do tempo, e a explosão resultante deu origem à Nova Terra. O policial Jim Corrigan foi seu hospedeiro mais conhecido, mas até Hal Jordan já carregou a entidade.

2. O Senhor Destino (1940)

Poucos meses depois do Espectro, Gardner Fox e Howard Sherman estrearam em More Fun Comics #55 o arqueólogo Kent Nelson, que encontrou Nabu ainda garoto durante uma escavação com o pai. O Elmo de Nabu, o Manto do Destino e o Amuleto de Anúbis vieram junto com o treinamento, e o pacote entrega telecinese, precognição, teletransporte, cura e ressurreição dos mortos. O detalhe incômodo é que vestir o elmo significa ceder espaço a um Senhor da Ordem, e a vontade de Nabu costuma atropelar a de Kent. Menos herói do que recipiente, o personagem carrega a autoridade cósmica que nenhum feiticeiro mortal alcança.

3. O Vingador Fantasma (1952)

Os 5 usuários de magia mais poderosos da DC

Nenhum personagem da DC guarda tanta ambiguidade sobre a própria história quanto o Vingador Fantasma. A Secret Origins #10 fez questão de publicar quatro origens diferentes e contraditórias, cada uma assinada por uma equipe criativa distinta, sem apontar qual valeria. Os Novos 52 tentaram encerrar a discussão dizendo que ele era Judas Iscariotes, condenado pelo Círculo da Eternidade e integrante da Trindade do Pecado ao lado de Pandora e do Questão. Seus poderes seguem propositalmente indefinidos, envolvendo transmutação, teletransporte, percepção da verdade e manipulação da realidade, o que o coloca acima de qualquer demônio conquistador de mundos.

4. Zatanna (1964)

Os 5 usuários de magia mais poderosos da DC

A filha de Giovanni Zatara chegou em Hawkman #4, pelas mãos de Gardner Fox e Murphy Anderson, com um dos truques mais engenhosos dos quadrinhos, já que precisa recitar seus feitiços de trás para frente. A limitação virou uma fraqueza óbvia, bastava amordaçá-la, até que a editora passou a permitir que ela pensasse os encantamentos ou usasse língua de sinais. Seu teto de poder é assustador, e no encerramento de Sete Soldados, de Grant Morrison, ela move tempo e espaço com um único feitiço. Foi Zatanna quem apagou a memória de Batman em Crise de Identidade, decisão que rachou a Liga da Justiça por anos.

5. Trigon (1980)

Os 5 usuários de magia mais poderosos da DC

Marv Wolfman e George Pérez apresentaram o demônio interdimensional em Os Novos Titãs #2, e a equipe inteira nasceu com o propósito de detê-lo. A biografia dele funciona como escalada de horror, porque matou todos ao redor no momento do nascimento, incluindo a própria mãe, dominou um planeta ao completar um ano e destruiu outro aos seis. Chegando aos trinta, já governava milhões de mundos em sua dimensão. Manipulação da realidade, transformação da matéria, domínio psíquico e imortalidade explicam como ele reduziu Azarath a pó e por que Ravena passa a vida inteira fugindo do próprio sangue.

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João Victor Albuquerque
João Victor Albuquerque
Apaixonado por joguinhos, filmes, animes e séries, mas sempre atrasado com todos eles. Escrevo principalmente sobre animes e tenho a tendência de tentar encaixar Hunter x Hunter ou One Piece em qualquer conversa.