Godzilla Minus One ocupa o primeiro lugar em um ranking dos filmes da franquia lançados nos últimos 16 anos. A lista também coloca Godzilla Minus Zero em segundo, à frente de Shin Godzilla e das produções do MonsterVerse, avaliadas por história, ação, temas e pela forma como apresentam seus monstros.
Na parte de baixo aparecem os três filmes da trilogia animada da Netflix. Já os longas com Godzilla e Kong se destacam pelas lutas entre titãs, enquanto os dois primeiros colocados combinam o espetáculo dos monstros com histórias humanas mais fortes.
10. Godzilla: The Planet Eater

O capítulo final da trilogia animada introduz King Ghidorah, mas o confronto esperado com Godzilla não ganha força. O filme dedica boa parte do tempo a discussões sobre fé, desespero e o fim da humanidade. Embora os temas sejam ambiciosos, os personagens não sustentam o drama, e a ação é considerada a mais fraca da trilogia.
9. Godzilla: City on the Edge of Battle

O segundo filme transforma Mechagodzilla em uma cidade feita de nanometal capaz de se expandir. A ideia abre espaço para discutir o preço de abandonar a própria identidade em nome da vitória, mas a narrativa privilegia conversas em vez de confrontos. A animação em computação gráfica também reduz o impacto da batalha principal.
8. Godzilla: Planet of the Monsters

O início da trilogia leva a humanidade de volta a uma Terra dominada por Godzilla há 20 mil anos. O soldado Haruo lidera a tentativa de reconquistar o planeta, enquanto Godzilla Earth é apresentado como uma força quase impossível de deter. Apesar dos personagens pouco desenvolvidos e da animação rígida, o longa oferece a ação mais eficiente e o monstro mais ameaçador da trilogia.
7. Godzilla: King of the Monsters

O filme reúne Godzilla, King Ghidorah, Rodan e Mothra em confrontos de grande escala. Algumas imagens, como Ghidorah sobre um vulcão, ajudam a criar cenas marcantes, mas a trama humana envolvendo a Monarch, eco-terroristas e uma família dividida é confusa. A iluminação escura ainda dificulta acompanhar certos combates.
6. Godzilla x Kong: The New Empire

Adam Wingard aposta em uma aventura mais colorida e repleta de lutas. Godzilla surge com uma forma rosa, Kong ganha uma manopla metálica e o vilão Skar King amplia o conflito. O filme foi o Godzilla de maior bilheteria até então, mas seus personagens humanos têm pouco peso e os monstros às vezes parecem menos ameaçadores do que deveriam. A ação, por outro lado, é fácil de acompanhar.
5. Godzilla vs. Kong

Como o título promete, o longa coloca os dois titãs frente a frente, incluindo uma luta iluminada por neon em Hong Kong. A trama humana não é um ponto forte, mas o conflito entre Godzilla e Kong tem objetivos claros. A chegada de Mechagodzilla também dá ao final uma ameaça concreta e ajuda a equilibrar diversão e tensão.
4. Godzilla

Dirigido por Gareth Edwards, o filme de 2014 devolveu Godzilla a Hollywood após a recepção negativa da versão americana de 1998. A criatura aparece pouco no início, entre fumaça e sombras, mas essa construção reforça sua escala. A cena do salto HALO e a primeira respiração atômica permanecem entre os momentos mais impactantes do MonsterVerse.
3. Shin Godzilla

Hideaki Anno e Shinji Higuchi levam a história de volta à Toho com uma abordagem política. Em vez de acompanhar heróis militares, o filme mostra políticos e funcionários tentando responder à destruição causada pelo monstro em Tóquio. A sátira à burocracia dialoga com a resposta do Japão ao desastre de 2011, enquanto a evolução constante de Godzilla e seu ataque com um raio roxo tornam a criatura especialmente perturbadora.
2. Godzilla Minus Zero

Ambientado em 1949, dois anos depois de Godzilla Minus One, o filme coloca a família Shikishima diante de uma nova catástrofe e leva Godzilla até Nova York. A escala e os efeitos visuais receberam elogios, e a produção mantém a combinação de cenas grandiosas com drama humano. Ainda assim, a história da família não teria o mesmo impacto e precisão da anterior, motivo pelo qual o longa fica em segundo lugar.
1. Godzilla Minus One
O filme de Takashi Yamazaki acompanha Koichi Shikishima, ex-piloto kamikaze marcado pela culpa no Japão do pós-guerra. A narrativa sobre trauma, sobrevivência e a possibilidade de recomeçar dá peso às cenas de destruição, enquanto Godzilla é retratado como uma ameaça aterradora. O ataque a Ginza se destaca como um dos momentos mais assustadores da franquia.
Produzido com orçamento inferior a US$ 15 milhões, Godzilla Minus One venceu o Oscar de melhores efeitos visuais. A combinação de drama, ação e um monstro que realmente representa perigo explica sua posição no topo: entre os títulos avaliados, é o que melhor integra espetáculo e história.
O ranking favorece os filmes que fazem mais do que colocar monstros em combate. As lutas ajudam a definir o espetáculo, mas Godzilla Minus One e Shin Godzilla se sobressaem porque também dão propósito e tensão ao que acontece fora dos confrontos.

