Christopher Nolan não costuma minimizar suas ambições, mas a forma como descreveu A Odisseia em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS, foi além do habitual. Para o diretor, o filme não é apenas uma adaptação do poema épico de Homero: é a versão mais envolvente e extrema que ele conseguiu imaginar, e a produção quase chegou ao limite do que é humanamente possível realizar.
“Estou tentando criar a versão mais envolvente e extrema possível de uma história”, afirmou Nolan ao jornalista Scott Pelley. A fala acompanha a filosofia que o cineasta aplica a todos os seus projetos: a de encarar cada filme como se fosse o último. “Sinto uma grande responsabilidade em tentar mostrar o máximo possível na tela para que o público tenha a experiência mais completa que pudermos oferecer para uma determinada história”, disse.

Essa busca pelo extremo se traduz em números impressionantes. A Odisseia será o primeiro longa-metragem da história filmado inteiramente em IMAX 70mm, com Nolan rodando 2 milhões de pés de filme ao longo de gravações espalhadas pela Grécia, Islândia, Marrocos, Itália e Escócia. Matt Damon, que vive Odisseu na produção, descreveu a experiência como: “Foi o filme mais difícil que já fiz, de longe. Não chega nem perto de nenhum outro.”
Damon revelou que Nolan o avisou logo no primeiro encontro sobre o que estava por vir. “Eu olhei para ele pensando na minha experiência e disse: ‘Sim, eu sei.’ Ele me olhou de volta e reforçou: ‘Não, este filme vai ser realmente muito difícil.'” O ator, veterano de produções como Interestelar e Oppenheimer, admite que a grandiosidade de A Odisseia coloca Nolan em uma categoria à parte entre os diretores de Hollywood.

Para o próprio Nolan, toda essa exigência técnica existe a serviço de uma única ideia: eliminar a distância entre o espectador e a história. “Tento ter um ponto de vista que venha de dentro do filme. No caso de A Odisseia, estou tentando colocar o público dentro daquele cavalo de Troia, colocá-los no convés do navio de Odisseu. Quero que eles tenham a sensação de ter vivido naquele mundo com os personagens”, explicou.
O cineasta também falou sobre seu papel durante as filmagens, descartando a imagem do diretor onipotente que dita cada decisão. “Me vejo como o representante do público no set. Esse é o meu norte. De certa forma, sou a pessoa mais importante do set porque eu sou o público.” É uma distinção sutil, mas que explica muito sobre a identidade dos filmes de Nolan: menos exercícios de estilo e mais tentativas obstinadas de construir experiências que o espectador sente na pele.

O elenco de A Odisseia reúne Anne Hathaway como Penélope, Tom Holland como Telêmaco, Zendaya como Atena, Charlize Theron como Circe, Lupita Nyong’o como Clitemnestra, Robert Pattinson e Jon Bernthal, entre outros. As assinaturas técnicas de filmes anteriores de Nolan também retornam: o compositor Ludwig Göransson e o diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema estão novamente a bordo.
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