Michael, cinebiografia musical dirigida por Antoine Fuqua, está dominando as bilheterias na Europa e já alcançou números que a colocam entre as maiores estreias do gênero em diversos mercados do continente. De acordo com dados do fim de semana de estreia compilados pelo Global Box Office, o filme estabeleceu a maior abertura de todos os tempos para uma cinebiografia musical em múltiplos países europeus.
Na França, Michael ultrapassou US$ 17 milhões. No Reino Unido e na Irlanda, o total ficou entre US$ 14 milhões e US$ 15 milhões. A Alemanha registrou entre US$ 7 milhões e US$ 8 milhões, enquanto a Itália chegou a aproximadamente entre US$ 6,5 milhões e US$ 7 milhões. Na Espanha, o desempenho foi de cerca de US$ 6 milhões.
No Brasil, o longa somou US$ 2 milhões em apenas dois dias. O resultado é descrito como a maior abertura antecipada da história para um filme que não é de super-herói nem faz parte de uma franquia.
A produção também passou por dificuldades durante a realização, com refilmagens que teriam elevado o orçamento para cerca de US$ 200 milhões. Mesmo assim, a projeção do estúdio mira um grande alcance comercial: a meta informada é atingir pelo menos US$ 700 milhões ao redor do mundo ao final da exibição, objetivo que, segundo a estratégia do projeto, permitiria viabilizar a sequência.
O desempenho europeu de Michael, especialmente por se tratar de uma cinebiografia musical fora do circuito de franquias, sugere que a aposta do filme em escala e apelo popular encontrou espaço claro nas bilheterias. Ao mesmo tempo, os números reforçam como o mercado de biopics pode reagir rapidamente quando o público responde nas primeiras semanas de lançamento.


