O Manchester United terá sua história transformada em uma série de ficção com abordagem dramática inspirada em The Crown. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o estúdio norte-americano Lionsgate e pretende retratar diferentes fases da trajetória de um dos clubes mais populares e vencedores do futebol mundial.
O acordo entre as partes já foi fechado, embora a produção ainda esteja em estágio inicial. Não há roteiro pronto, elenco definido ou plataforma de exibição confirmada. A proposta é criar uma narrativa de longo alcance, com foco em dinastias, disputas internas, vitórias históricas e momentos de crise que marcaram o clube ao longo de décadas.
Segundo o The Athletic, que revelou a informação, o contrato prevê o pagamento de uma quantia garantida de alguns milhões de libras ao United caso a série seja produzida e vendida. Os royalties futuros também seriam divididos entre o clube e a Lionsgate, variando conforme o tamanho e o alcance do projeto.
Uma história rica em drama dentro e fora de campo

A trajetória do Manchester United oferece material abundante para uma adaptação ficcional. Um dos capítulos mais marcantes é o desastre aéreo de Munique, em 1958, quando 23 pessoas morreram, incluindo oito jogadores, após a queda do avião que levava a equipe de volta de uma partida da Copa dos Campeões da Europa.
Outro arco naturalmente forte envolve a reconstrução liderada por Sir Matt Busby, que culminou no título europeu de 1968, o primeiro de um clube inglês. Esse período consolidou o United como uma potência continental e ajudou a moldar sua identidade global.
Décadas depois, a era comandada por Sir Alex Ferguson aparece como um dos trechos mais prováveis da série. Entre 1993 e 2013, o treinador transformou o clube em uma máquina de títulos, com 13 conquistas da Premier League, duas Champions League e o histórico triplete da temporada 1998-99, além de revelar ou comandar nomes como Ryan Giggs, Paul Scholes, David Beckham, Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney.
Bastidores e crise recente

O período pós-Ferguson também surge como um campo fértil para o drama. Desde 2013, o United enfrenta instabilidade esportiva, mudanças frequentes de comando e críticas constantes à família Glazer, que controla o clube desde 2005. A entrada de Jim Ratcliffe como acionista minoritário, em 2023, pode igualmente ganhar espaço na narrativa.
Ainda de acordo com o The Athletic, o roteirista e diretor britânico Jed Mercurio, criador de Line of Duty e Bodies, participou de conversas iniciais sobre o projeto. Torcedor declarado do United desde a infância, Mercurio é visto como um nome natural para assumir algum papel criativo, embora sua função oficial ainda não tenha sido confirmada.
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