Juíza suspende temporariamente fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery

Uma juíza federal da Califórnia determinou a suspensão temporária da fusão entre a Paramount Skydance e a Warner Bros. Discovery, negócio avaliado em US$ 110 bilhões que uniria dois dos maiores estúdios de Hollywood sob um mesmo controle. A decisão, tomada nesta segunda-feira (20) pela magistrada Araceli Martínez-Olguín, impede qualquer movimento das empresas para concluir ou integrar suas operações pelos próximos 14 dias (via Variety).

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A ordem atende a um pedido de uma coalizão formada por 12 procuradores-gerais estaduais, liderada por Rob Bonta, da Califórnia, e que reúne também Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington. Os estados entraram com uma ação na semana passada argumentando que a fusão violaria a Lei Clayton, legislação antitruste americana com mais de cem anos, ao concentrar poder de mercado suficiente para prejudicar consumidores e a própria indústria audiovisual.

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Em sua decisão, a juíza afirmou que os estados apresentaram evidências consistentes de que a empresa resultante da fusão teria uma fatia de mercado significativa na distribuição de filmes em lançamento amplo nos cinemas, e que esse argumento, por si só, já justificava conceder a pausa temporária enquanto o caso avança. Uma audiência para avaliar um pedido mais amplo de liminar, que poderia suspender o negócio por meses, está marcada para 3 de agosto.

A Paramount reagiu classificando o processo como um dos questionamentos mais frágeis já vistos na história recente do direito antitruste americano, argumentando que a fusão geraria mais conteúdo de qualidade para o público, estimularia investimentos na produção de filmes e ajudaria a estabilizar o mercado de TV a cabo, hoje pressionado pela migração para o streaming.

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A pressa da Paramount em fechar o acordo tem um motivo bem claro. A empresa pretendia concluir a operação já em 22 de julho, antes da ação judicial, e agora corre contra o prazo de 30 de setembro, data a partir da qual passa a valer uma taxa adicional de US$ 0,25 por ação da Warner a cada trimestre, o que pode representar cerca de US$ 650 milhões trimestrais em custos extras enquanto o negócio não for finalizado. Caso a fusão precise ser abandonada por questões regulatórias, a Paramount também teria que pagar uma multa de rescisão de US$ 7 bilhões à Warner Bros. Discovery.

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João Victor Albuquerque
João Victor Albuquerque
Apaixonado por joguinhos, filmes, animes e séries, mas sempre atrasado com todos eles. Escrevo principalmente sobre animes e tenho a tendência de tentar encaixar Hunter x Hunter ou One Piece em qualquer conversa.