James Gunn se tornou uma das vozes mais observadas de Hollywood desde que assumiu o comando criativo da DC Studios, e a possível aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix colocou seu trabalho ainda mais sob os holofotes. Com o DCU ainda em fase inicial, a negociação avaliada em cerca de US$ 82,7 bilhões levantou dúvidas sobre continuidade, autonomia criativa e o próprio rumo do universo cinematográfico da editora.
Mesmo diante desse cenário instável, Gunn adotou um tom surpreendentemente otimista ao comentar o assunto. Durante participação no podcast Awards Circuit, da Variety, o cineasta deixou claro que não trabalha com certezas, mas enxerga a mudança como algo empolgante. Segundo ele, transformações corporativas sempre trazem riscos, porém também abrem portas para novas possibilidades, especialmente para uma marca tão forte quanto a DC.
O diretor ressaltou que já passou por reestruturações semelhantes ao longo da carreira e, por isso, prefere cautela. Ainda assim, destacou que qualquer direção tomada pode render oportunidades criativas interessantes, desde que o estúdio continue valorizando boas histórias, seja no cinema ou no streaming.
O impacto da Netflix

James Gunn também comentou indiretamente sobre como a Netflix pode influenciar o modelo de distribuição dos filmes da DC. A discussão ganhou força após declarações do CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, que defendeu a ideia de que o universo DC é grande o suficiente para existir em múltiplas plataformas, equilibrando lançamentos nos cinemas e em formato de série.
Esse ponto se conecta a rumores de bastidores, apontados por fontes do Deadline, que indicam a possibilidade de a Netflix adotar janelas cinematográficas mais curtas para produções herdadas da Warner. Embora Gunn não tenha confirmado esse caminho, seu histórico de entusiasmo com o streaming sugere que ele não vê esse movimento como uma ameaça direta ao potencial criativo da DC Studios.
A recepção da indústria, no entanto, não é unânime. A negociação entre Netflix e Warner tem sido alvo de críticas, especialmente por temores de que decisões financeiras passem a pesar mais do que a construção de universos narrativos a longo prazo.
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