Heroes – Todos os poderes dos personagens explicados

Uma das coisas que mais chama atenção em quem está começando (ou revendo) Heroes agora na Netflix é a variedade de poderes que a série apresenta — muito antes de isso virar padrão em praticamente todo filme e série de super-herói que veio depois. Diferente de universos como Marvel ou DC, os poderes em Heroes não vêm de raios cósmicos, mutação genética explicada em laboratório de forma didática, ou artefatos místicos: eles simplesmente surgem em pessoas comuns, ligados a uma mutação genética natural (a série trata isso como uma “evolução” espontânea da espécie humana), e é isso que dá o tom mais “realista” pra série. Separei aqui os poderes de praticamente todo personagem relevante, incluindo como cada habilidade evolui ao longo da trama.

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Como os poderes funcionam no universo de Heroes

Antes de entrar personagem por personagem, vale entender a regra geral que a série estabelece: os poderes são tratados como resultado de uma mutação genética específica, presente num número pequeno de pessoas espalhadas pelo mundo, sem relação entre si — não é hereditariedade direta e simples (embora existam famílias, como os Petrelli, com mais de um integrante manifestando poderes, o que sugere um componente genético real dentro da lógica da própria série). A trama também estabelece, através da personagem Angela Petrelli e de organizações como a Company, que essas pessoas vêm sendo monitoradas havia décadas, o que dá o pano de fundo pra boa parte da paranoia institucional que atravessa a série inteira.

De forma geral, dá pra dividir os poderes de Heroes em algumas categorias amplas:

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  • Poderes físicos: regeneração, força sobre-humana, voo, intangibilidade
  • Poderes mentais/psíquicos: telepatia, precognição, controle mental
  • Poderes de manipulação elemental: eletricidade, gelo, fogo, terra, radiação
  • Poderes de espaço-tempo: teletransporte, controle temporal
  • Poderes “meta“: absorção de poderes alheios, replicação, amplificação de poderes de terceiros

Claire Bennet — Regeneração acelerada

Todos os poderes dos personagens de Heroes explicados

A “cheerleader indestrutível” tem o poder mais simples de explicar e um dos mais importantes pra trama inteira: cura instantânea de qualquer ferimento, incluindo lesões que matariam qualquer pessoa normal na hora — ela já sobrevive, ao longo da série, a quedas de grande altura, queimaduras graves, tiros na cabeça e até uma autópsia parcial. Claire não sente dor de forma permanente e, pelo menos durante boa parte da trama, não envelhece de forma convencional enquanto o poder está ativo. É esse poder, inclusive, que motiva boa parte da caçada de Sylar contra ela: o cérebro dela é o que ele mais deseja entender, já que a regeneração é vista dentro da trama como a “chave” pra imortalidade real.

Peter Petrelli — Absorção empática de poderes

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Peter é provavelmente o personagem com o poder mais complexo de acompanhar ao longo da série: ele absorve e replica os poderes de qualquer pessoa com habilidade especial que esteja fisicamente por perto dele. No começo da série, ele só consegue manter um poder ativo por vez e precisa estar próximo da pessoa-fonte pra ativá-lo — o que gera boa parte da tensão da primeira temporada, já que ele precisa reencontrar pessoas específicas pra reaver habilidades que perdeu. Com o tempo, ele evolui pra manter múltiplos poderes simultaneamente sem depender de proximidade constante, se tornando um dos personagens mais versáteis (e mais difíceis de conter) de toda a trama. Em determinado momento da série, Peter também perde a memória e precisa redescobrir sua própria natureza, o que resulta numa fase em que ele controla os poderes de forma instável.

Nathan Petrelli — Voo

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Irmão de Peter e figura política central da trama (ele chega a concorrer a cargos públicos ao longo da série), Nathan tem o poder de voar, sem necessidade de nenhum aparato externo. É um poder direto, sem muita complexidade narrativa, mas fundamental pra vários dos momentos mais marcantes da primeira temporada, incluindo o clímax que evita a explosão que ameaçava destruir Nova York — um dos eventos centrais de toda a Temporada 1.

Hiro Nakamura — Manipulação de espaço-tempo

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Hiro tem um dos poderes mais chamativos e mais poderosos de toda a série: a capacidade de parar o tempo, viajar no tempo e se teletransportar para qualquer lugar do mundo (e, em determinados momentos, para outras épocas históricas). Tecnicamente, é um dos poderes com maior potencial de toda a trama, capaz de reescrever eventos inteiros. A série, no entanto, usa bastante o próprio Hiro como alívio cômico e figura mais ingênua do elenco, então o personagem raramente explora a habilidade em todo o seu potencial — algo que, inclusive, é discutido dentro do próprio roteiro em mais de um momento, com outros personagens questionando por que ele não simplesmente “conserta tudo” voltando no tempo.

Ando Masahashi — Amplificação de poderes

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O melhor amigo de Hiro passa boa parte da série sem nenhum poder especial, funcionando como o “parceiro humano” do grupo. Mais adiante na trama, Ando desenvolve a habilidade de amplificar os poderes de outras pessoas próximas a ele, emitindo uma energia vermelha visível que potencializa temporariamente as habilidades de quem está ao seu redor — uma adição tardia que reforça seu papel de suporte dentro da dupla com Hiro.

Sylar (Gabriel Gray) — Compreensão intuitiva + roubo de poderes

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O grande vilão da série tem uma habilidade de base chamada compreensão intuitiva: ele entende instintivamente como qualquer sistema complexo funciona, seja um relógio, uma fechadura ou o cérebro humano. É justamente essa última parte que o torna tão perigoso — Sylar rouba poderes de outras pessoas com habilidades especiais, abrindo o crânio das vítimas pra “entender” e replicar a fonte biológica do poder delas. Ao longo da série, ele acumula uma quantidade absurda de habilidades, incluindo telecinese, manipulação elétrica, metamorfose (capacidade de assumir a forma física de outras pessoas), precognição e várias outras — o que faz dele, tecnicamente, o personagem com maior arsenal de poderes de toda a série.

Niki, Jessica e Tracy — Força sobre-humana e manipulação de gelo

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Niki é um caso particular dentro da série: seu poder de força física sobre-humana está ligado, no início, a uma segunda personalidade chamada Jessica, que surge como mecanismo de defesa psicológico criado ainda na infância. Mais pra frente, a trama revela que Niki faz parte de um trio de irmãs trigêmeas, incluindo Tracy Strauss, que manipula gelo e temperatura, e Barbara, uma terceira irmã com participação mais limitada na trama principal. Essa revelação expande bastante essa linha genética específica dentro do universo da série e explica por que a atriz Ali Larter interpreta múltiplas personagens ao longo das temporadas.

Matt Parkman — Telepatia

Policial de Los Angeles, Matt consegue ler pensamentos à distância e, com o tempo, desenvolve a habilidade de implantar ideias e comandos diretamente na mente de outras pessoas — um poder que se mostra cada vez mais perigoso conforme ele aprende a controlá-lo melhor, mas que também gera dilemas éticos constantes pro próprio personagem, que luta contra a tentação de usar o poder de forma manipuladora.

Mohinder Suresh — Habilidades aprimoradas por fórmula sintética

Diferente da maioria, Mohinder não nasce com um poder genético natural. Geneticista que segue os passos de pesquisa do próprio pai, ele desenvolve, ao longo da série, uma fórmula sintética capaz de conceder habilidades aprimoradas (força e agilidade superiores) a quem a utiliza — inclusive nele mesmo, em um arco que explora os efeitos colaterais físicos e psicológicos de tentar replicar artificialmente algo que, nos outros personagens, surge de forma natural.

Micah Sanders — Tecnopatia

Filho de Niki, Micah consegue se comunicar e controlar qualquer tipo de máquina ou aparelho eletrônico, de caixas eletrônicos a elevadores e sistemas de segurança inteiros. Um poder que rende boas cenas ao longo da série, especialmente em situações de fuga, sabotagem ou quando o grupo precisa de vantagem tática contra adversários mais fortes fisicamente.

Elle Bishop — Manipulação elétrica

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Elle consegue gerar e controlar eletricidade, disparando descargas elétricas pelas mãos com força suficiente pra incapacitar ou matar. É um dos poderes mais visualmente marcantes da série, usado tanto em combate quanto — em determinados momentos mais sombrios da trama — como ferramenta de tortura por parte da organização que a criou e treinou desde criança, o que adiciona uma camada trágica ao personagem.

Isaac Mendez — Precognição através da pintura

Isaac só consegue enxergar o futuro enquanto está sob efeito de determinadas substâncias, e o resultado dessas visões aparece na forma de pinturas que, mais tarde, se revelam proféticas — incluindo previsões sobre a explosão que ameaça Nova York na primeira temporada. É um dos poderes mais originais de toda a série e conecta diretamente vários dos eventos centrais da trama inicial.

D.L. Hawkins — Intangibilidade

Marido de Niki, D.L. tem o poder de atravessar objetos sólidos, incluindo paredes e outras pessoas, tornando o próprio corpo intangível por períodos curtos. É um poder mais discreto dentro da trama, mas fundamental em algumas das sequências de fuga e infiltração da série.

Maya e Alejandro Herrera — Emissão de veneno e neutralização

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Maya tem a habilidade involuntária de emitir uma toxina letal pelos olhos quando entra em estado de pânico ou sofrimento emocional intenso, matando qualquer pessoa próxima. Seu irmão gêmeo, Alejandro, tinha o poder complementar de neutralizar essa toxina, controlando os efeitos da irmã — uma dinâmica de poderes interligados que é praticamente única dentro da série.

Ted Sprague — Manipulação de radiação

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Ted consegue gerar e emitir radiação, ao ponto de literalmente derreter metal e causar explosões nucleares localizadas quando perde o controle da própria habilidade. É um dos poderes mais destrutivos apresentados na série, e o próprio personagem trata a habilidade como uma maldição mais do que um dom, por medo constante de ferir pessoas ao redor sem querer.

Samuel Sullivan — Terracinese

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Vilão principal da Temporada 4, Samuel tem a habilidade de manipular terra e rocha, sendo capaz de causar terremotos, abrir fendas no solo e mover grandes formações de terra à vontade. É um dos poderes com maior escala de destruição em massa mostrados na série, usado por ele como ferramenta de controle sobre a comunidade itinerante que lidera.

West Rosen — Voo

Interesse amoroso de Claire na Temporada 2, West também tem a capacidade de voar, de forma similar a Nathan Petrelli, embora com uma abordagem mais despreocupada em relação ao próprio poder em comparação ao tom mais institucional que Nathan carrega.

Emma Coolidge — Sinestesia sonora

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Introduzida na Temporada 4, Emma é violoncelista e tem a rara habilidade de enxergar ondas sonoras, o que lhe permite localizar pessoas e objetos através do som de forma quase visual — um dos poderes mais discretos e menos “combativos” de toda a série, alinhado com o próprio perfil mais introspectivo da personagem.

Qual é o poder mais forte de Heroes?

Essa é uma discussão recorrente entre os fãs, mas os candidatos mais citados costumam ser:

  1. Hiro Nakamura, pelo potencial teórico de reescrever qualquer evento através da viagem no tempo
  2. Sylar, pelo acúmulo de múltiplos poderes ao longo da série, o que o torna tecnicamente o personagem mais versátil em combate
  3. Peter Petrelli, pela mesma lógica de acumulação, mas com origem diferente (empatia em vez de roubo)

Já entre os poderes mais “subestimados”, Claire costuma aparecer com frequência: regeneração parece um poder passivo, mas na prática a torna praticamente impossível de matar de forma permanente, o que a coloca no centro de praticamente todos os planos da organização que persegue os personagens ao longo da série.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.