George Lucas diz que a inteligência artificial é o futuro do cinema e que não há o que fazer

George Lucas voltou a defender a inteligência artificial como parte inevitável da evolução do cinema. Em entrevista ao podcast A Rabbit’s Foot, o criador de Star Wars afirmou que a tecnologia vai tornar a produção de filmes mais fácil, acessível e, na prática, impossível de ser barrada por quem a critica.

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Segundo Lucas, a IA pode reduzir custos e abrir espaço para que mais pessoas consigam produzir obras em larga escala. Para ele, isso tende a democratizar o audiovisual e permitir que novos talentos surjam sem depender do mesmo nível de investimento exigido hoje pela indústria. O cineasta também argumentou que a própria tecnologia pode ajudar a identificar conteúdos falsos e rastrear origens, algo que, em sua visão, os humanos não fazem com a mesma eficiência.

Durante a conversa, Lucas foi direto ao resumir sua posição: “Inteligência artificial significa que é muito mais fácil para nós fazermos filmes. Não há nada que você possa fazer sobre isso… Isso é progresso; é o futuro”. Em outro trecho, ele reforçou que a responsabilidade continua sendo das pessoas, e não da ferramenta. “A ideia toda é: você é um ser humano, você é responsável pelo que diz e pelo que faz, e se você está fazendo algo ilegal, deve ser punido por isso”, afirmou.

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A fala de Lucas o coloca ao lado de outros nomes experientes de Hollywood que já demonstraram apoio ao uso de IA no cinema, como Darren Aronofsky, Roger Deakins, Brady Corbet, Steven Soderbergh, Michael Mann, James Cameron, Paul Schrader, Werner Herzog, George Miller, Doug Liman, Andy Serkis, Alex Proyas, Martin Scorsese e Roger Avary. Em alguns casos, essa defesa já saiu do discurso e chegou à prática: Doug Liman rodou seu próximo projeto em cenários gerados por IA, Andy Serkis usa a tecnologia para rejuvenescer digitalmente atores em The Hunt for Gollum, e Michael Mann já indicou que pretende aplicar recurso semelhante em Heat 2.

Do outro lado, a resistência ainda é forte, especialmente entre públicos mais jovens e profissionais preocupados com o impacto da tecnologia sobre a criatividade humana. O termo “AI slop” ganhou espaço justamente para definir o excesso de conteúdo sem qualidade produzido em massa por sistemas automatizados. No fim, a declaração de Lucas reforça uma divisão que já está em curso em Hollywood: enquanto parte da indústria enxerga a IA como ferramenta inevitável de transformação, outra vê nela uma ameaça direta ao trabalho artístico e à originalidade.

Eric Arraché
Eric Arrachéhttps://criticalhits.com.br
Eric Arraché Gonçalves é o Fundador e Editor do Critical Hits. Desde pequeno sempre quis trabalhar numa revista sobre videogames. Conforme o tempo foi passando, resolveu atualizar esse sonho para um website e, após vencer alguns medos interiores, finalmente correu atrás do sonho.