A Netflix consolidou sua força na ficção científica tanto na televisão quanto no cinema. Séries como Stranger Things e Dark ajudaram a construir uma reputação sólida dentro do gênero, enquanto produções cinematográficas ampliaram esse alcance para públicos variados. Ainda assim, nem todos os universos criados pela plataforma receberam a atenção proporcional ao seu potencial.
Entre esses casos está a franquia Code 8, um projeto que combina ação, crítica social e elementos futuristas em um cenário surpreendentemente plausível. Apesar da recepção positiva e da expansão já iniciada, a sensação é de que essa história ainda tem muito a oferecer e merece pelo menos mais um capítulo.
Um futuro distópico com problemas bem reais

A origem da franquia remonta a um curta-metragem lançado em 2016, dirigido por Jeff Chan e coescrito por Chris Paré. O bom desempenho do projeto independente abriu caminho para a versão em longa-metragem, que chegou aos cinemas em 2019 e posteriormente ao catálogo da Netflix. No centro da trama está Connor Reed, interpretado por Robbie Amell, um jovem com habilidades especiais tentando sobreviver em um mundo que o trata como ameaça.
Nesse universo, indivíduos conhecidos como “Powers” desenvolveram capacidades sobre-humanas, mas são obrigados a registrar seus dons e vivem sob constante vigilância. Embora desempenhem funções importantes na economia, acabam marginalizados após transformações industriais e sociais. A situação se agrava com a circulação de uma droga chamada Psyke, produzida de forma cruel a partir da exploração desses próprios indivíduos. O enredo mistura ação policial e drama social, colocando Connor no meio de um conflito que envolve crime organizado, autoridades e interesses políticos.
A continuação que ampliou o universo

O sucesso do primeiro longa garantiu uma sequência, Code 8: Parte II, lançada diretamente na Netflix em 2024. A nova história retoma Connor após sua saída da prisão, tentando reconstruir a própria vida. No entanto, a introdução de robôs humanoides de patrulha, liderados por um policial corrupto, reacende tensões antigas e coloca o protagonista novamente no centro da ação.
A continuação aprofunda a discussão sobre vigilância tecnológica, abuso de poder e desigualdade estrutural. Embora apresente algumas irregularidades narrativas, foi recebida de maneira favorável pela crítica e consolidou ainda mais o potencial desse universo ficcional. O mundo de Code 8 se mostra amplo o suficiente para explorar diferentes perspectivas, personagens e conflitos, algo que poucas franquias de médio orçamento conseguem desenvolver com consistência.
Mesmo com qualidades evidentes, Code 8 acabou ofuscado por outras produções de maior apelo midiático dentro da própria plataforma. Ainda assim, sua proposta se destaca por não seguir o modelo tradicional de super-heróis. Os personagens não buscam salvar o planeta, mas sim sobreviver em um sistema que os exclui e criminaliza.
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