O sexto episódio da segunda temporada de The Pitt marca um dos momentos mais duros da série até aqui. A morte de Louie, paciente recorrente do Pittsburgh Trauma Medical Center, encerra uma trajetória que vinha sendo construída desde os primeiros episódios e muda o clima dentro do hospital.
Ao mesmo tempo, o capítulo desloca o foco dos médicos para os enfermeiros. Pela primeira vez, a rotina da equipe de enfermagem assume o centro da narrativa, revelando o peso emocional e estrutural que sustenta o pronto-socorro.
A morte de Louie

Depois de agravar um quadro de hemorragia pulmonar ligado à falência hepática, consequência de anos de alcoolismo, Louie não resiste. A tentativa de reanimação mobiliza Robby e Langdon, mas o monitor em linha reta encerra qualquer esperança.
A despedida não é apenas técnica. Dana orienta Emma sobre os procedimentos pós-morte, explicando cada etapa com firmeza e respeito. Em seguida, parte da equipe se reúne em silêncio para lembrar quem ele foi. Robby relembra que Louie perdeu a esposa e o filho ainda não nascido em um acidente de carro, evento que desencadeou sua espiral de autodestruição. O hospital precisava seguir funcionando, mas o vazio ficou evidente.
Enfermeiros

O episódio destaca como a engrenagem do PTMC depende dos enfermeiros. Dana administra o caos da emergência, treina Emma e ainda enfrenta a frustração com a direção do hospital, que envia caixas de donuts como forma de agradecimento pelo plantão no feriado. Para ela, reconhecimento real significaria melhores salários e mais profissionais na equipe.
Princess ganha espaço ao demonstrar que fala seis idiomas, incluindo linguagem de sinais, ajudando pacientes que ficariam sem comunicação adequada. Donnie mostra habilidade em suturas complexas, enquanto outros membros da equipe assumem decisões práticas que mantêm o setor em funcionamento. A frase de Whitaker resume o clima do episódio: são eles que fazem o hospital girar.
Conflito ético

A disputa entre Robby e Al-Hashimi expõe tensões internas. Gus Varney, detento debilitado e subnutrido, poderia receber alta para continuar o tratamento na enfermaria da prisão. Robby prioriza liberar leitos diante da superlotação. Al-Hashimi defende internação prolongada, alegando que o paciente não recebe cuidados adequados no sistema prisional.
Quem resolve a situação é Dana. Após conversar com Gus e criar uma conexão pessoal, ela ajusta discretamente o oxímetro para justificar a permanência dele por mais alguns dias. A decisão não é celebrada, mas revela a escolha da enfermeira por humanidade em um ambiente dominado por métricas e pressões administrativas.
Inteligência artificial

Outro ponto que ganha força é o uso do aplicativo de inteligência artificial desenvolvido por Al-Hashimi. Santos utiliza a ferramenta para agilizar prontuários, mas não revisa corretamente as informações. O resultado é um erro no histórico médico de um paciente, gerando conflito com uma médica de outro setor.
A falha amplia o debate sobre tecnologia e responsabilidade. Para Robby, o foco deve estar no paciente, não na experimentação digital. Para Al-Hashimi, a inovação faz parte da evolução do sistema. O episódio sugere que essa tensão ainda terá consequências.
Roxie

O encerramento traz um dilema ainda mais delicado. Roxie, paciente com câncer de pulmão, admite que não quer continuar lutando. Em conversa reservada com parte da equipe, afirma que está cansada e considera recorrer à morte assistida, permitida pela legislação da Pensilvânia em circunstâncias específicas.
A revelação coloca Paul, seu marido, diante de um possível conflito entre amor e autonomia. Também força o hospital a encarar limites éticos sobre compaixão e decisão individual. A morte de Louie encerra um ciclo. A escolha de Roxie pode abrir outro, ainda mais complexo.
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