O final da 4ª temporada de O Poder e a Lei coloca Mickey Haller no centro de uma trama que mistura crime organizado, corrupção institucional e disputas morais sobre o significado real de justiça. Acusado pelo assassinato do ex-cliente Sam Scales, o advogado passa toda a temporada tentando provar a própria inocência enquanto enfrenta uma promotoria disposta a levá-lo à condenação a qualquer custo.
Ao longo do julgamento, a série deixa claro que a pressão sobre Mickey vai além do tribunal. A reputação do personagem é destruída publicamente, sua família sofre com a exposição do caso e até sua liberdade física fica em risco, o que transforma o processo judicial em algo pessoal e emocionalmente devastador.
Quem matou Sam Scales e por que Mickey foi incriminado

A investigação conduzida pela defesa revela que Sam Scales estava envolvido em um esquema milionário de fraude ligado à empresa Biogreen e à máfia armênia comandada por Alex Gazarian. O golpe consistia em reapresentar os mesmos barris de biocombustível com rótulos diferentes para receber subsídios do governo repetidas vezes.
Ao descobrir que Sam desviava parte do dinheiro para benefício próprio, Alex decidiu eliminá-lo. O assassinato ocorreu na garagem de Mickey, aproveitando o fato de Sam ser seu cliente, o que permitiu que o corpo fosse plantado no carro do advogado e a cena do crime montada de forma a incriminá-lo diretamente. A motivação adicional vinha de um ressentimento antigo, já que Mickey havia causado prejuízos significativos a Alex em um caso anterior.
A intervenção do FBI e o acordo fora do tribunal

O desfecho do julgamento não acontece com um veredito tradicional do júri. Mesmo sabendo que Mickey é inocente, o FBI evita agir oficialmente para não comprometer uma investigação de anos sobre a Biogreen e seus próprios agentes envolvidos no caso.
Diante do risco de expor essa operação, a promotoria oferece um acordo: as acusações seriam retiradas, desde que Mickey aceitasse encerrar o caso discretamente. A proposta inicial é recusada, pois não limparia sua imagem perante a opinião pública. A saída encontrada envolve uma negociação mais dura, que obriga a promotoria a declarar publicamente a inocência do advogado e a abrir uma apuração sobre a atuação policial no caso. Assim, Mickey recupera a liberdade e parte de sua credibilidade, ainda que o sistema como um todo permaneça intacto.
A ausência de reconciliação entre Mickey e Maggie

O relacionamento entre Mickey e Maggie volta a ganhar espaço durante a temporada, especialmente quando ela decide integrar a equipe de defesa. A proximidade reacende sentimentos antigos, mas o final deixa claro que a reconciliação não acontece.
Apesar de Maggie passar a compreender melhor o trabalho de Mickey, a diferença de visões sobre o sistema de justiça continua sendo um obstáculo. A promotora reconhece falhas do lado da acusação, mas ainda enxerga a advocacia criminal com desconfiança. A série sugere que, sem uma mudança mais profunda de valores de um dos dois, a relação tende a repetir os mesmos conflitos do passado.
A importância da morte de Legal Siegel

A morte de Legal Siegel funciona como um ponto de ruptura emocional para Mickey. Diferentemente de outros eventos do processo, essa perda não pode ser negociada nem revertida por estratégias jurídicas.
No momento em que tudo parece desmoronar, a morte do amigo reforça a sensação de impotência do protagonista. O advogado se vê obrigado a escolher entre continuar lutando pela própria sobrevivência ou lidar com o luto, o que aprofunda o tom mais sombrio e introspectivo do encerramento da temporada.
A revelação da irmã secreta

O último grande gancho da temporada surge fora do tribunal. Após ser atacado no estacionamento de um supermercado por homens ligados à máfia armênia, Mickey é salvo por uma mulher desconhecida, que logo se revela como sua irmã.
A personagem, interpretada por Cobie Smulders, surge como uma peça-chave para o futuro da série. Segundo informações divulgadas anteriormente pelo site Deadline, a atriz havia sido escalada para um papel recorrente, o que reforça a importância dessa revelação. A introdução da irmã sugere uma nova dinâmica familiar e também funciona como alternativa narrativa para futuras temporadas, especialmente diante das limitações envolvendo outros personagens dos livros de Michael Connelly.
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