A Disney estuda lançar uma versão gratuita do Disney+, movimento que colocaria o serviço em disputa direta com o YouTube e outras plataformas sem custo que vêm abocanhando o tempo de tela do público. A informação foi divulgada pelo Business Insider e parte de uma reunião interna da área de streaming da empresa, realizada em 9 de julho.
Durante o encontro, Adam Smith, chefe de produto e tecnologia da companhia, teria apresentado a proposta de liberar parte do catálogo sem exigir assinatura. A ideia ainda está em fase de discussão, sem cronograma definido e sem indicação de quais filmes e séries entrariam nesse eventual plano.

A lógica por trás do movimento tem a ver com uma mudança no comportamento dos espectadores. Segundo dados da Nielsen, os serviços gratuitos passaram a representar 18,7% do tempo de consumo de TV nos Estados Unidos em abril de 2026, ante 16,8% um ano antes e 12,7% em abril de 2024. Boa parte desse avanço é puxada pelo YouTube, que segue conquistando quem migrou dos serviços pagos.
O encarecimento das assinaturas é justamente o ponto que empurra o público para alternativas gratuitas ou bancadas por publicidade. Não por acaso, a Fox reforçou essa aposta ao comprar a Roku por US$ 22 bilhões, ampliando sua presença no streaming aberto.
No Brasil, o Disney+ atualmente só conta com modalidades pagas. O plano Padrão com Anúncios custa R$ 29,90 mensais, o Padrão sai por R$ 49,90 e o Premium chega a R$ 69,90.

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