Lilly Wachowski, codiretora de Matrix, V de Vingança e Sense8, disse à Variety que apoiar Harry Potter equivale a financiar o que ela chama de “genocídio trans”, em referência à nova série do universo bruxo que a HBO prepara para estrear em 25 de dezembro. Segundo ela, a questão está diretamente ligada ao envolvimento de J.K. Rowling como produtora executiva do projeto.
“Ela financia um genocídio trans. J.K. Rowling financia um genocídio trans, ponto final”, disse a cineasta. “Então, se você apoia Harry Potter, está apoiando um genocídio trans.” Para Wachowski, parte do dinheiro movimentado por filmes, séries e produtos da franquia chega até Rowling e, na visão dela, ajuda a bancar ações jurídicas contrárias aos direitos de pessoas trans. A diretora comparou o raciocínio ao de quem deixa de comprar carros da Tesla por discordar de Elon Musk, chamando a lógica de “matemática simples”.

Parte do elenco da nova série já se posicionou publicamente a favor da comunidade trans, caso do ator Paapa Essiedu, escalado como Severo Snape. A HBO, por sua vez, afirmou anteriormente que a série não vai incorporar as opiniões pessoais de Rowling à narrativa.
Wachowski, que é uma mulher trans, vem se dedicando à defesa de histórias de comunidades marginalizadas desde que sua série Work in Progress foi cancelada pelo Showtime. Ao lado da programadora Sarah Marie Flores e do produtor Lawrence Mattis, ela fundou recentemente a Anarchists United, organização voltada a financiar e mentorar cineastas de grupos sub-representados, cujo primeiro projeto estreia em breve.

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