O diretor de dublagem Garcia Júnior voltou a comentar os bastidores de Enrolados e revelou que passou 11 horas ajustando o trabalho de Luciano Huck na pós-produção. Segundo ele, a gravação do apresentador foi feita em cerca de duas horas e meia, um tempo bem abaixo do necessário para um resultado considerado satisfatório.
Em entrevista a Nizo Neto, Garcia Júnior explicou que uma dublagem feita por alguém experiente levaria pelo menos oito horas e meia. No caso de Huck, porém, o processo foi apressado e acabou exigindo muito trabalho extra depois, na etapa de edição.
Ele afirmou que o que ficou pronto só pôde ser exibido porque a equipe teve de corrigir o material gravado. Garcia Júnior também disse que Huck não seguiu suas orientações na direção de dublagem, algo que ele já havia comentado em outras ocasiões.
A participação de Luciano Huck como a voz de Flynn Rider na versão brasileira de Enrolados sempre foi alvo de críticas de parte do público. Agora, os novos relatos de Garcia Júnior reforçam a percepção de que a gravação original já chegou à pós-produção com problemas sérios.
Nos demais trabalhos da franquia, Raphael Rossatto assumiu a voz de Flynn Rider, enquanto Huck ficou apenas com o primeiro filme. Isso ajuda a explicar por que a versão nacional de Enrolados segue sendo lembrada até hoje como um caso controverso entre fãs de dublagem.
A fala de Garcia Júnior coloca luz sobre um tipo de bastidor que muita gente não vê: quando a escalação é mais midiática do que técnica, sobra para a equipe de edição tentar salvar o resultado. E, nesse caso, o relato dele deixa claro que o esforço foi grande demais para mascarar uma performance que já nasceu problemática.


