A sequência de abertura de Deadpool & Wolverine gerou uma ação judicial inesperada: o coreógrafo Darrin Henson, responsável pelos movimentos icônicos de “Bye Bye Bye” do NSYNC, processou a Sony Music Holdings alegando que a empresa não tinha autoridade para licenciar sua coreografia para a Marvel nem para outros projetos, incluindo Fortnite.

A demanda foi apresentada em 27 de março, segundo o Billboard, e tem como alvo direto a Sony Music, embora nem a Marvel nem a Epic Games sejam réus no processo. Henson criou a coreografia originalmente para a performance do NSYNC no Radio Music Awards de 1999, trabalho pelo qual recebeu o MTV Video Music Award de Melhor Coreografia em 2000. O que parecia um momento nostálgico do pop voltou ao centro das atenções quando Deadpool, interpretado por Ryan Reynolds, executou os mesmos movimentos na sequência inicial do filme lançado em 2024.
O que Henson alega na ação judicial

Na ação, Henson argumenta que a obra coreográfica pertence inteiramente a ele e que a Sony não tinha respaldo legal para ceder os direitos de uso a terceiros. O coreógrafo também destaca que seu trabalho foi desvinculado de sua autoria original e associado apenas aos personagens do filme, deixando-o sem reconhecimento e sem compensação financeira pelos usos comerciais derivados. A demanda pede reconhecimento completo da autoria e a transferência de todos os benefícios gerados pela Sony e seus licenciados.
O caso se estende além do cinema. Em setembro de 2024, a Epic Games adicionou o emote “Bye Bye Bye” ao Fortnite, onde ficou disponível por apenas cinco dias na loja do jogo. Com a ação judicial em andamento, as chances de o emote retornar à plataforma são praticamente nulas.
O caso de Henson é mais um exemplo de como coreografias icônicas se tornaram um campo minado legal na era dos videogames e do entretenimento digital. Desde as polêmicas anteriores envolvendo emotes do Fortnite, ficou claro que licenciar movimentos de dança sem a autorização explícita de seus criadores originais pode resultar em consequências jurídicas significativas. Por trás de cada sequência memorável, há um criador com direitos que precisam ser respeitados.

