Os criadores de Stranger Things usaram o episódio final da quinta temporada para esclarecer, de forma definitiva, a relação entre Vecna e o Devorador de Mentes. Após anos de teorias que apontavam Henry Creel como o grande manipulador por trás das criaturas do Mundo Invertido, o desfecho mostra que a conexão entre os dois é mais profunda e antiga do que parecia.
No último episódio, temos a revelação de que Henry entrou em contato com partículas ligadas ao Devorador de Mentes ainda criança, ao abrir uma maleta que estava sendo protegida por um cientista na caverna. Aquele momento marcou o início de uma transformação irreversível, que moldou sua visão de mundo e o afastou de qualquer possibilidade de uma vida comum. Já adulto, ao revisitar essa memória traumática, Vecna reafirma sua crença de que o mundo é inerentemente quebrado, uma ideia que, para ele, foi revelada, e não imposta, pela criatura.
Em entrevista ao Tudum, da Netflix, Jamie Campbell Bower destacou que essa lembrança representa o ponto central da identidade do personagem. Para o ator, é ali que o público entende o que Henry perdeu ao longo do caminho, não apenas sua infância, mas também sua capacidade de se conectar emocionalmente com os outros.
Escolha consciente ou manipulação irreversível?

Os irmãos Matt e Ross Duffer afirmam que uma das grandes discussões na sala de roteiristas foi definir se Vecna agia por livre-arbítrio ou se era apenas um instrumento do Devorador de Mentes. A dúvida ganha força na cena em que Will tenta convencer Henry de que ele foi manipulado desde criança, seguindo um caminho semelhante ao que quase o levou à ruína.
Apesar desse confronto emocional, Henry rejeita qualquer ideia de redenção. Para ele, aceitar que foi controlado significaria invalidar todas as escolhas que fez ao longo da vida. Ross Duffer explicou ao Tudum que, naquele ponto da história, o personagem já havia ido longe demais para recuar. Reconhecer o erro não era uma opção, e insistir que tudo foi uma escolha própria se tornou a única forma de justificar seus atos.
Os criadores também optaram por deixar parte dessa interpretação aberta ao público. Ainda que existam indícios claros da influência do Devorador de Mentes, a série evita uma resposta definitiva, reforçando que, independentemente da origem do mal, Henry escolheu permanecer ao lado da entidade até o fim.
Por que Vecna não teve redenção

Os criadores também explicaram por que Vecna não seguiu o mesmo caminho de redenção visto em outros vilões da série, como Billy. Diferentemente de Billy, que encontrou um último gesto de sacrifício, Henry manteve sua convicção até os momentos finais, mesmo diante da chance de questionar suas próprias crenças.
Matt Duffer afirmou que houve conversas sobre a possibilidade de um arco redentor, mas a conclusão foi de que isso enfraqueceria o impacto do personagem. Vecna precisava permanecer fiel à sua visão de mundo para que o confronto final tivesse peso dramático real. Ao escolher o Devorador de Mentes até o último instante, ele reforça o tema central da série sobre escolhas, consequências e a dificuldade de romper ciclos de violência.
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