O Cavaleiro dos Sete Reinos estreou com uma cena que surpreendeu até fãs acostumados a excessos no universo de Game of Thrones. Logo nos primeiros minutos, Sor Duncan, o Alto, decide seguir o caminho da cavalaria enquanto o tema clássico da franquia começa a tocar, apenas para a música ser interrompida por um corte abrupto que mostra o personagem em uma situação nada heroica.
A sequência não foi pensada apenas como uma piada visual. A proposta era deixar claro, desde o início, que O Cavaleiro dos Sete Reinos não seguiria o mesmo tom épico de suas antecessoras. Em vez de lordes, dragões e grandes intrigas políticas, a história se concentra em um cavaleiro sem posses, inseguro e ainda distante da figura lendária que imagina se tornar.
A explicação do showrunner para a cena

A decisão criativa por trás dessa abertura foi detalhada pelo showrunner Ira Parker em entrevista ao The Hollywood Reporter. Segundo ele, o roteiro descrevia que Dunk ouviria em sua cabeça um “tema heroico”, representando o chamado para algo maior, sem que isso significasse, necessariamente, o uso direto da música clássica de Game of Thrones.
Parker explicou que o momento simboliza o choque entre ambição e realidade. Dunk se imagina pronto para a grandeza, mas, no instante em que percebe o peso dessa escolha, o medo e a insegurança tomam conta. A cena justamente para reforçar que ele ainda não é um herói, apenas alguém tentando se convencer de que pode ser.
O criador ainda destacou que a temporada inteira trabalha essa ideia. O arco de Dunk gira em torno de aprender o que realmente significa ser cavaleiro, longe de idealizações. A música icônica volta a aparecer mais adiante, segundo Parker, mas em um contexto diferente, que ressignifica completamente essa primeira aparição.
Humor, identidade própria e reação de George R.R. Martin

A série também chamou atenção por abraçar um humor mais direto e, em alguns momentos, escatológico, algo raro nas produções anteriores da franquia. Essa escolha reforça a proposta de retratar o cotidiano duro e pouco glamouroso de um cavaleiro andante, alguém que vive à margem do poder e do conforto da nobreza.
Até George R.R. Martin reagiu com surpresa ao ver a cena pela primeira vez. Na mesma entrevista ao THR, o autor contou que não costuma descrever esse tipo de situação em seus livros e chegou a questionar a necessidade do momento. Ainda assim, aceitou a decisão criativa do showrunner, que viu ali uma forma eficaz de comunicar o espírito de O Cavaleiro dos Sete Reinos.
Outras escolhas seguem a mesma lógica, como a ausência de uma sequência de abertura elaborada. Em conversa com a Entertainment Weekly, Ira Parker explicou que todas as decisões criativas foram pensadas a partir de Dunk, um personagem simples, pouco chamativo e distante do heroísmo tradicional. Até a trilha e a estrutura visual refletem essa intenção de se afastar do épico e se aproximar do humano.
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