O quinto episódio de O Cavaleiro dos Sete Reinos chamou atenção não apenas pela violência do Julgamento de Sete, mas por uma escolha narrativa ousada. Em meio ao confronto decisivo, a série interrompe a batalha para mergulhar no passado de Duncan, revelando detalhes da sua infância em Porto Real.
A sequência mostra Dunk ainda jovem, sobrevivendo na Baixada das Pulgas junto com a sua amiga Rafe, com quem sonhava em juntar dinheiro suficiente para deixar a cidade. Após recolherem itens de valor do que parece ser a Batalha do Campo do Capim Vermelho, o plano de fuga para as Cidades Livres quase dá certo, mas desmorona pelo aumento do preço das passagens e quando Rafe é confrontada por um dos guardas da cidade. Em poucos segundos, a garota tem a garganta cortada diante de Dunk.
É nesse contexto que surge Sor Arlan, que intervém e salva a vida de Dunk. Ferido e sem rumo, Dunk passa a seguir o cavaleiro à distância, até que finalmente se torna seu escudeiro.

Agora, em entrevista à Entertainment Weekly, o showrunner e cocriador Ira Parker comentou a escolha de inserir esse flashback no meio da batalha. Segundo ele, a equipe sabia que parte do público poderia se frustrar com a interrupção da ação, mas considerou a sequência essencial para a construção do personagem.
“Eu odeio ter que fazer um flashback num momento em que todo mundo só quer ver a batalha, mas precisávamos fazer”, afirmou Parker. Ele acrescentou que a sequência funciona por si só e fortalece o impacto emocional do final do episódio, mesmo reconhecendo que a decisão poderia desagradar alguns espectadores.

O diretor do episódio, Owen Harris, também defendeu a escolha. Para ele, a cena reforça a essência de Dunk, ao mesmo tempo em que aumenta a tensão, já que o público permanece sem saber o que está acontecendo no campo de batalha enquanto o protagonista está inconsciente.
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