O Cavaleiro dos Sete Reinos nasceu como uma produção mais contida dentro do universo de Game of Thrones. Situada cerca de 90 anos antes da história original, a série acompanha o cavaleiro andante Sor Duncan, o Alto, e seu fiel escudeiro Egg em uma jornada mais intimista por uma Westeros longe das guerras de outrora.
Com apenas seis episódios na primeira temporada e duração média de 30 minutos, a produção trabalha com recursos significativamente menores que os de House of the Dragon. Ainda assim, o quinto episódio, que retrata o Julgamento de Sete, tornou-se um dos mais aclamados e comentados da franquia.

Agora, em entrevista ao CBR, o showrunner Ira Parker foi direto ao abordar a diferença de escala. Segundo ele, a equipe trabalha com cerca de um quarto do orçamento disponível para as produções anteriores do universo. A declaração ajuda a contextualizar escolhas visuais e estruturais adotadas ao longo da temporada.
Dados confirmados pela executiva da HBO, Francesca Orsi, indicam que a série opera com menos de US$ 10 milhões por episódio. Para efeito de comparação, a primeira temporada de House of the Dragon teria custado cerca de US$ 20 milhões por capítulo, enquanto Game of Thrones começou na casa dos US$ 6 milhões e chegou a aproximadamente US$ 15 milhões em seus anos finais.

Diante desse cenário, Parker afirmou ao CBR que a falta de recursos obrigou a equipe a encontrar caminhos criativos que talvez não surgissem em uma produção com orçamento mais folgado. Em vez de enxergar o limite como obstáculo, a equipe optou por trabalhar com foco e direcionamento visual.
O Julgamento de Sete, por exemplo, que reúne 14 cavaleiros em combate, poderia facilmente exigir dezenas de figurantes e um grande espetáculo. Sem verba para isso, a solução foi recorrer à própria obra original. No livro, há uma névoa que cobre Vaufreixo na manhã do duelo, elemento que a série ampliou visualmente.

A névoa densa cumpre uma dupla função. No campo dramático, cria uma atmosfera opressiva e destaca o clima tenso do confronto, enquanto no campo prático, ajuda a esconder a ausência de uma multidão massiva ao fundo. Parker explicou que o cuidado estava em ocultar limitações sem que o público percebesse a estratégia.
Outra decisão central foi manter a câmera colada em Dunk. Em vez de transformar o episódio em um panorama amplo do combate coletivo, a direção optou por uma abordagem focada. Enquadramentos através da viseira do capacete, respiração abafada e campo de visão restrito colocam o espectador dentro da armadura do protagonista.
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