Compra da Warner pela Paramount trava na Justiça dos EUA após ação de 12 estados

Uma coalizão de 12 estados dos Estados Unidos, liderada pela Califórnia, entrou nesta segunda-feira (13) com uma ação antitruste para bloquear a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance, negócio avaliado em cerca de US$ 111 bilhões. O processo cria um novo obstáculo para uma das maiores fusões da história recente do entretenimento e contraria o Departamento de Justiça norte-americano, que havia liberado o acordo em junho (via Variety).

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Assinam a ação os estados do Arizona, Califórnia, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington, todos com procuradores-gerais do Partido Democrata. A iniciativa foi apresentada em um tribunal federal da Califórnia e é encabeçada pelo procurador-geral do estado, Rob Bonta.

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O argumento central é o de que a fusão violaria a Lei Clayton, legislação antitruste de 1914 voltada a impedir negócios que reduzam a concorrência ou favoreçam monopólios. Segundo os cálculos apresentados no processo, a empresa resultante controlaria cerca de 27% da distribuição de grandes lançamentos nos cinemas, 30% do segmento de blockbusters e 27% do licenciamento para canais básicos de TV a cabo. Para os estados, essa concentração levaria a preços mais altos, menos filmes nas salas e queda na variedade e na qualidade do conteúdo.

Em nota, Bonta afirmou que a união de duas gigantes prejudicaria espectadores, cinemas e distribuidoras de TV a cabo. “Neste país, ninguém está acima da lei. Com esta ação, a Califórnia e os estados parceiros lutam por um mercado livre e justo, não por um mercado manipulado. Os Estados Unidos não têm reis, nem no governo nem na economia”, declarou.

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A Paramount reagiu e prometeu enfrentar o processo. A empresa classificou a ação como uma aplicação equivocada das leis antitruste, errada tanto nos fatos quanto no direito. O estúdio comandado por David Ellison sustenta que a fusão fortalece sua posição diante de plataformas como Netflix, Amazon e Disney, e o executivo já prometeu que a companhia combinada lançará ao menos 30 filmes por ano nos cinemas.

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João Victor Albuquerque
João Victor Albuquerque
Apaixonado por joguinhos, filmes, animes e séries, mas sempre atrasado com todos eles. Escrevo principalmente sobre animes e tenho a tendência de tentar encaixar Hunter x Hunter ou One Piece em qualquer conversa.