George R.R. Martin se afastou do desenvolvimento da terceira temporada de House of the Dragon, segundo confirmação direta do CEO da HBO, Casey Bloys. A declaração ocorre após o próprio autor tornar públicas as divergências criativas com o showrunner Ryan Condal, responsável pela adaptação televisiva de Fogo & Sangue.
O afastamento de George R.R. Martin de House of the Dragon foi tratado de forma direta pelo executivo da HBO em entrevista ao Deadline, que afirmou que o autor “definitivamente deu um passo atrás” na terceira temporada. Segundo Bloys, o escritor está concentrado em O Cavaleiro dos Sete Reinos, nova série atualmente em exibição baseada nos contos de Dunk e Egg.
De acordo com o executivo, o interesse da HBO nesse projeto sempre esteve ligado ao envolvimento pessoal de Martin. Bloys destacou que a história é uma das favoritas do autor, fator essencial no desenvolvimento da adaptação. Mesmo com o distanciamento de House of the Dragon, o contrato geral de Martin com a emissora segue em vigor.
Conflito criativo entre autor e showrunner

As declarações de Casey Bloys surgem após George R.R. Martin classificar sua relação com Ryan Condal como “péssima” em entrevista ao The Hollywood Reporter. O autor relatou que, durante a primeira temporada, havia uma colaboração constante, com leitura de roteiros e ajustes feitos a partir de suas observações.
Segundo Martin, a dinâmica mudou após a saída de Miguel Sapochnik da produção. A partir da segunda temporada, o escritor afirma que suas sugestões deixaram de ser consideradas, o que gerou frustração crescente. Em determinado momento, a HBO teria solicitado que ele encaminhasse suas observações diretamente à emissora, e não mais ao showrunner.
Posição da HBO

A HBO adotou uma postura pública de apoio a Ryan Condal. Na entrevista ao Deadline, Casey Bloys afirmou que o próprio Martin apresentou Condal à emissora como a pessoa ideal para conduzir a série. O executivo destacou que a HBO confia nas escolhas criativas do showrunner e não faria o projeto avançar sem essa convicção.
Bloys também relativizou o conflito, afirmando que divergências entre criadores fazem parte do processo. Para o executivo, nem sempre artistas envolvidos em um mesmo universo criativo concordam em todos os pontos, o que não invalida a parceria nem o resultado final da obra.
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