A Netflix decidiu encerrar a disputa pela compra da Warner Bros. Discovery após a oferta rival da Paramount Skydance superar o limite financeiro estabelecido internamente pela empresa. A confirmação veio em entrevista do co-CEO Ted Sarandos à Bloomberg, na qual detalhou os bastidores da negociação.
Inicialmente, a plataforma havia anunciado um acordo para adquirir ativos relevantes do grupo, incluindo estúdios e operações de streaming. O cenário mudou quando a Paramount elevou sua proposta para US$ 31 por ação, em um movimento que redefiniu a disputa e levou a Warner a conceder prazo para uma eventual cobertura da oferta.
Ted Sarandos afirmou que a empresa trabalhava com uma faixa de preço bastante restrita desde o início das negociações. Segundo ele, a proposta apresentada já refletia o máximo que a companhia considerava financeiramente responsável, ainda que tenha sido convertida integralmente em dinheiro para acelerar o processo.

Ao receber a notificação formal de que havia uma proposta superior, a decisão foi tomada sem hesitação. O executivo declarou que não houve necessidade de reavaliar o cenário ou consultar novamente o conselho, pois todos os cenários já estavam mapeados. A avaliação interna foi de que o novo valor deixou de ser atrativo sob o ponto de vista estratégico.
Ainda na mesma entrevista, Sarandos classificou o comportamento da Paramount como incomum e, em suas palavras, até irracional. Ele evitou especular sobre o desfecho regulatório da fusão, mas defendeu que o acordo seja submetido ao mesmo nível de escrutínio enfrentado pela Netflix durante sua tentativa de aquisição.
O executivo também rejeitou a ideia de que pressões políticas tenham influenciado a decisão de retirada. De acordo com ele, o processo regulatório seguia trâmites considerados normais, com análise de órgãos nos Estados Unidos e em outros países. Questionado sobre a postura do então presidente Donald Trump, afirmou que não identificou interferência direta capaz de alterar o rumo da negociação.

Com o cancelamento do acordo inicial, a Paramount terá de pagar US$ 2,8 bilhões à Netflix como taxa de rescisão. Sarandos negou que a estratégia da empresa fosse obter esse valor, destacando que houve investimento significativo de tempo e recursos na tentativa de aquisição. Ainda assim, reconheceu que existem formas mais simples de gerar esse montante.
O co-CEO indicou que o valor será redirecionado para fortalecer o modelo de negócios da própria Netflix. Ele também afirmou que não prevê novas investidas para adquirir outro grande estúdio em um futuro próximo.
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