Ben Affleck afirmou que usou inteligência artificial “para muitas coisas” em Sobrevivência, filme da Netflix que ele dirige e estrela, mas não disse quais. A declaração foi dada no evento Screentime, da Bloomberg (via THR).
Affleck afirma que tem um pouco de receio de apontar o que foi feito, ou mesmo de falar do assunto, porque no trabalho dele a ideia é alimentar a ilusão da realidade. Ele comparou a situação a um show de mágica, como se o mágico subisse ao palco e avisasse que há outro coelho escondido e que um dos espectadores é cúmplice, o que estraga a surpresa.

Mesmo assim, Affleck disse que o filme é um bom exemplo de uso ético da tecnologia, por ser um filme muito humano, sem cenas no espaço e sem efeitos visuais. Sobre o uso em si, ele apenas disse que a IA permitiu, em alguns casos, trabalhar com mais rapidez, principalmente na pós-produção.
A relação de Affleck com inteligência artificial não é necessariamente uma novidade. Em março deste ano, a Netflix comprou a InterPositive, empresa de IA para cinema que ele fundou e da qual foi CEO, por US$ 587 milhões. Depois da venda, ele passou a atuar como consultor sênior da companhia.

No evento, Affleck também definiu a IA como outra forma de computação, parte da longa lista de avanços tecnológicos do cinema e da TV. Ele afirmou que, quando cineastas passam a usar a ferramenta e ganham controle sobre ela, o medo de algo “abstrato e assustador” diminui. Para ele, também não será possível digitar um comando e criar um filme que as pessoas queiram ver.
Sobrevivência estreia na Netflix em 9 de outubro.
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