Christopher Nolan mais uma vez levou sua obsessão pela película analógica a um novo extremo. A Odisseia, sua adaptação do épico de Homero estrelada por Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Lupita Nyong’o, Zendaya e Charlize Theron, foi filmada inteiramente em IMAX 70mm, usando uma nova câmera IMAX batizada de “The Keighley”, em homenagem a executivos históricos da IMAX.
O problema — ou o charme, dependendo do ponto de vista — é que menos de 40 cinemas no mundo todo são capazes de projetar verdadeiro filme 15/70mm, o formato que entrega até 18K de resolução digital por frame. Segundo o levantamento mais recente, apenas 41 salas no planeta inteiro têm a estrutura necessária para exibir o filme exatamente como foi capturado:
- 26 cinemas nos Estados Unidos
- 7 cinemas no Canadá
- 3 cinemas no Reino Unido
- 4 cinemas na Europa continental
- 1 cinema na Austrália
Ou seja: se você não mora em uma cidade como Nova York, Los Angeles, Toronto ou Londres, a chance de assistir à versão “definitiva” do filme é praticamente nula — a menos que esteja disposto a embarcar em uma verdadeira peregrinação cinematográfica.
Para Nolan, que sonha com o IMAX desde criança depois de assistir documentários de natureza no Museu de Ciência e Indústria de Chicago, A Odisseia representa a realização de um sonho antigo: o primeiro longa-metragem de ficção filmado inteiramente em película IMAX.
O diretor já havia comentado, em entrevistas anteriores, que considera a apresentação em IMAX 70mm a “melhor experiência possível”, mesmo sendo uma das mais raras, disponível em apenas cerca de 32 cinemas nos Estados Unidos e Canadá — número que, somado às salas do restante do mundo, chega a esse total de 41.
A Odisseia estreia nos cinemas em 17 de julho de 2026, mas, para a experiência “como Nolan filmou”, os fãs mais dedicados já sabem: vai ser preciso reservar ingresso — e talvez também passagem aérea.

